CONQUISTADOR DE OPERETA

Janer Cristaldo

República de Veneza, 2 de abril de 1725 — eis uma data que marca o século XVIII. Pois nesse dia nasceu o homem que percorreria a Europa, de Lisboa a Moscou, como um furacão. E marcaria o século com uma vida tão cheia, que aos contemporâneos pareceu lenda.
Alguns dados rápidos de sua vida: foi abade, violinista, historiador (escreveu uma História da Polônia), matemático (publicou um ensaio sobre a duplicação do hexaedro), escreveu um dicionário de queijos, fez ficção científica (O Icosameron ou História de Eduardo e Elisabete, que passaram oitenta e um anos com os Megamicros, habitantes aborígenes do Protocosmo, no interior de nosso globo). Foi filólogo e crítico, esmiuçou as idéias de Homero e traduziu a Ilíada em oitavas, discutiu com Voltaire e foi abraçado pelo bilioso enciclopedista. Foi jornalista, jogador, sonetista satírico, marinheiro, jurista (formado em Direito pela Universidade de Pádua), teólogo, agente da Inquisição, alquimista, astrólogo, esgrimista, vigarista. E gênio.
Chamava-se Giovanni Giacomo Casanova di Seingalt. E não foi pelos dotes acima que ficou na História. Já velho, recebeu o cargo de bibliotecário do conde de Waldstein, no castelo de Dux.
— Agora que não posso mais viver, sento-me e escrevo sobre o que eu vivi, disse Casanova.
E escreveu dez pesados volumes, onde relatou parte de suas conquistas no continente europeu. Tudo isto numa época em que a locomoção se fazia, não em jatos ou trens, mas a cavalo ou em carruagens.
— Sei que existi, porque senti, diz Casanova no prefácio de suas memórias. E, dando-me o sentimento este conhecimento, sei igualmente que deixarei de existir quando cessar de sentir.
Em suas memórias, Casanova relembra seus encontros amorosos. Hoje, uma dama da corte. Amanhã, uma prostituta cheia de pulgas. Uma donzela fervente de doze anos, ou uma flácida septuagenária. Cortesãs ou religiosas, nenhuma resistia a seu chamado. Fingia práticas mágicas durante dias para conquistar uma menina.
Permanecia horas encerrado num cubículo cheio de ratos, esperando que um marido abandonasse o leito da mal-amada. Na mesma França onde era fichado como ladrão, fundou o sistema lotérico. Compôs uma ópera em Valência, foi astrônomo e reformador do calendário na corte da tzarina da Rússia. Esteve encarcerado na prisão dos Chumbos, em Veneza. O relato de sua fuga deliciou as cortes de França. Apresentou-se na Espanha como reformador territorial. Veneza pediu-lhe um projeto sobre a tessitura da seda. Em Bolonha escreveu folhetos sobre Medicina.
Morreu de prostatite aguda sem nunca ter pretendido fazer literatura, é hoje um clássico. Nenhum historiador ou sociólogo que pretenda pesquisar o século XVIII pode deixar de lado suas memórias. Pois Casanova esteve em palácio e em prisão, em lares e estalagens, em conventos e prostíbulos, em cama de luxo e em camas piolhentas.
Casanova marcou um século e um continente.
E hoje, era dos jatos e dos antibióticos, as agências internacionais pretendem impingir como conquistador a figura de um presidente americano com ar de garoto-propaganda. Numa época em que muitas mulheres se entregavam ao charme do mísero proprietário de um Fusca, louvava-se a carreira amorosa de John Kennedy, que em sua vida teria conquistado (ou faturado?) 1.600 mulheres. (E o narciso ainda contava os abates!)
Segundo meus cálculos, fosse eu presidente dos Estados Unidos, encomendava duas por dia e resolvia o caso em dois anos, dois meses e dez dias.

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CLOACAS DO PALÁCIO

Jáner Cristaldo (in memorian)

 A notícia vem de Paris – faz anos. Paris, nome que ainda evoca em pessoas ingênuas a idéia de sexo e pecado. Como se uma parisiense, pelo simples fato de ser parisiense, tivesse mais know-how — ou saber-como, como dizem os lusos — que uma gaúcha. Quando sabemos que certas aptidões não dependem de época ou lugar.

Vamos à notícia. Esteve reunido na terça-feira passada, no Théâtre de la Mutualité, o I Congresso Nacional das Prostitutas, com a presença de dois eclesiásticos, inclusive. As profissionais francesas, numa demonstração de invulgar espírito de classe, reclamam a regulamentação do ofício, protestam contra prisões arbitrárias e multas por ultraje ao pudor.

Tanto no Brasil como na França — como na maioria dos países — o exercício da prostituição não constitui crime. A legislação pune, isto sim, a pessoa que explora a prostituição de outrem. Os artigos 334 e 335 do Código Penal francês prevêm até cinco anos de prisão, a multa de 250.000 francos para o proxeneta e o fechamento definitivo do estabelecimento. Punições que permanecem praticamente em teoria.

Se a prostituição não é proibida por lei, e se é, por outro lado, a profissão mais antiga do mundo, como entender que ainda não tenha sido regulamentada?

A pergunta não preocupa apenas as profissionais. Tem sido estudada por sociólogos, juristas e legisladores. Em 1971, o deputado Sten Sjõholm apresentou no Parlamento sueco uma moção sugerindo a estatização dos bordéis. A proposição, fundamentada em razões de ordem sanitária e fiscal, não foi aceita, apesar do debate nacional provocado.

Sem precisar ir tão longe, o promotor gaúcho Ruy Barros apresentou, durante o 3.° Congresso do Ministério Público, uma tese sugerindo a legalização do ofício. Sua argumentação se resume, fundamentalmente, numa frase:

— É preciso tornar de direito aquilo que existe de fato.

Em nossa legislação, o artigo 229 do Código Penal proíbe a existência de bordéis ou a sua exploração. Além do contraditório (se a profissão não é ilícita, porque são proibidas as condições necessárias ao seu exercício?), o artigo é letra morta. Os bordéis estão aí, qualquer motorista de táxi sabe o endereço de, pelo menos, meia dúzia.

Segundo Otávio F. Júnior, a prostituição é uma atividade profissional cujo trabalho consiste em fornecer prazer sexual, pago e realizado de modo sistemático. Numa classificação geral de profissões, em que se tomasse como base categorial o objetivo do trabalho em relação ao comprador que dele usufruísse, a prostituta deveria se encaixar ao lado dos artistas plásticos (que dão prazeres visuais), dos músicos (que dão prazeres auditivos), dos massagistas (musculares), perfumistas, criadores de molhos e temperos culinários, decoradores etc. Numa chave mais geral se juntariam a escritores, cineastas, oradores, conferencistas, que também fornecem prazer, recebendo dinheiro, mas através de circuitos mais amplos.

Mas não são estes obscuros legisladores ou juristas os mais ilustres defensores da necessidade social da prostituta, e sim dois doutores da Igreja e arquitetos de nossa civilização ocidental e cristã. Disse Santo Agostinho:

— Suprimi as prostitutas e perturbareis a sociedade com a libertinagem.

E São Tomás, o Doutor Angélico:

Eliminai as mulheres públicas do seio da sociedade e a devassidão a perturbará com desordens de toda a espécie. São as prostitutas, numa cidade, a mesma coisa que a cloaca em um palácio; suprimi a cloaca e o palácio se tornará sujo e infecto.

JC-in memorian

O ATENTADO E A BAIONETA

Publicado em RedeBrasil.Net

Como de costume, a grande mídia divulga o que não dá para esconder, amplifica o que de seu interesse e oculta ou o que lhe joga contra seus anseios ou lhe dá muito medo.

É o caso da nomeação de um general para seu assessor especial, pelo atual presidente do STF, Toffoli, alçado ao poder no STF não pela competência jurídica, muitíssimo ao contrário, até porque não a tem, mas pela imposição política dos padrinhos, hoje criminosos e condenados, Dirceu e Lula, pústulas maiores da 6ª República.

De se dizer também que assim foi com o boquirroto laxante babão Gilmar Mendes (FHC; o empolado boca-mole Marco Aurélio Mello (nomeado pelo primo, o impedido Fernando Collor de Mello); e o comedor de frango no Demarchi de São Bernardo do Campo, com Luladrão a tiracolo, Ricardo Lewandowski, o amigão puxa-saco de petistas, a completar a tétrade nefasta e menor do STF.

Como todo comunista é rato, e ratos, como se sabe, são os primeiros a abandonarem o barco quando afunda, Toffoli alçou como “assessor especial” dele, na presidência, ao general 4 estrelas, na reserva, ex-comandante do Estado Maior das Forças Armadas, Fernando Azevedo e Silva.
Não há na história da 6ª República, nem mesmo da 5ª República, relativa ao período militar, ou que me lembre, desde os I e II Impérios, registro de um general de altíssimo escalão vir a assessorar o presidente do mais alto tribunal do país, a “convite” dele…

Ocorre que tenho lá minhas fontes, civis e militares, das quais não faço nomes e nem cito, até porque não há como certificar-se de sua veracidade, nem pela grande mídia, que sabe bem o quanto a seguir relato, nem por fontes independentes, da web, confiáveis.

Contudo, uma fonte e uma versão do porquê, vinda do meio militar, me parece digna de crédito, até mesmo porque lógica, encaixada nos fatos e que, por isso, passo a narrar.

Toffoli, ao tentar explicar, como de seu estilo, a nomeação do general para assessorá-lo, disse à imprensa que “a escolha se deu por habilidades e competências (do general), atendendo a critérios objetivos”, vagueando a resposta para não se comprometer. Ato contínuo, e recentemente, definiu o 31 de março de 1964 como um “movimento”, evitando as palavras “revolução” e “golpe”. Convenhamos que para um petista poderoso, agora de canequinha na mão, Toffoli mudou de bica…

O fato, ao que se diz, verdadeiro, é que na noite de 06 de setembro de 2018, dia do atentado político contra a vida de Bolsonaro, em Juiz de Fora, ocorreu uma reunião de urgência do Alto Comando das Forças Armadas, fato este noticiado pela imprensa, para a seguir, esvair-se o tema na mata cerrada noturna do silêncio sepulcral, tratando a imprensa de não cutucar a toca para não perturbar a onça.

A reunião foi presidida, como óbvio, pelo general 4 estrelas Eduardo Villas Boas, portando ele moléstia progressivamente paralisante que, de certo, lhe ceifará a vida, porque não tem cura, sabendo disso o general, todos os demais oficiais, de alta, média e baixa patente, e toda a tropa.

Apuradas todas as opiniões e vontades do oficialato, Villa Boas, com dificuldades notórias até para falar, naquela noite, altas horas, buscou aplacar os ânimos, porque já tinha oficial graduado pronto para pôr a tropa na rua em direção à Brasília.

O oficialato, especialmente um, da ativa, declarou em alto e bom som, para quem quisesse e não quisesse ouvir, que não haviam mais poderes republicanos, que o Executivo e o Legislativo federais haviam perdido toda e qualquer legitimidade para governarem o país, transmudado em baderna, em caos, em frangalhos, e que permanecia intransigente na posição de aniquilar a 6ª República, colocando-a ao chão, tomando Brasília, pelas armas, antes fosse tarde demais, até porque havia o risco do STF, aparelhado pelo PMDB (MDB), PT e PSDB, libertar ao Lula e demais réus da Lava-Jato, colocando-os na rua para fazerem campanha, acuando assim, mais ainda, a candidatura de Bolsonaro, sobrevivesse ele, ou não, ao atentado, até porque a soltura de Lula chamaria todas as atenções para o fato, desviando-se a atenção pública do tentado assassinato de Bolsonaro, àquela altura, lutando para sobreviver.

Passava das altas horas quando a solução provisória foi sugerida por um pequeno colegiado de militares moderados:

Colocar um general da reserva, porque se fosse da ativa, ofenderia e o clamor seria muito maior, que conhecesse a tropa e o oficialato, e fosse calmo, convincente, culto, político e cerebrino, no seio do STF, recaindo a escolha sobre Fernando Azevedo e Silva.

Votada a indicação, vencedora a tese de Villas Boas, de moderação e de se aguardar os acontecimentos, insinuando-se assim, no único poder que sobrou, de fato, o STF, um par, um interlocutor válido, possibilitando, com ressalvas dos contrários, a continuidade do processo eleitoral, indicando-se para a missão Azevedo e Silva, pois que este já havia ocupado cargos de ajudante de ordens de Fernando Collor de Mello e assessoria parlamentar, fazendo então a interlocução entre a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, junto ao Poder Executivo Federal, justificando-se a indicação pelas “habilidades e competências” do general, depois alardeadas por Toffoli junto à imprensa, quando indagado a respeito.

Dia seguinte, Villas Boas agendou com Toffoli um almoço. Entre uma taça de vinho tinto europeu sorvida por Toffoli e um copo de água mineral de Lindóia sorvido por Villas Boas, veladamente sussurrou-se a Toffoli de todo o descontentamento e intranquilidade das tropas, muito agitadas nos quartéis, e que, para acalmar os ânimos, “aceitasse” ele a indicação de um “assessor especial”, sem qualificação jurídica alguma, exatamente Azevedo e Silva, ao seu lado.

A missão de Azevedo e Silva não seria aconselhar a Toffoli sobre o que fazer na presidência do STF, mas sim, e sobretudo, o que NÃO FAZER, evitando-se assim o tão somente sugerido precipício, da tomada iminente do poder pelos militares, dados o caos e o atentado.

Toffoli sentiu a rédea curta e o bafo do cavaleiro em sua crina, e fazendo aquela pose de ser superior, sem titubear, e sentindo a bunda gelada pela possível tomada da poltrona, sorriu e de bom grado, “aceitou”…

Por esta razão, a 2ª Turma do STF anda na miúda. Por isso, o dissidente comprometido Lewandowski tentou permitir a entrevista do “padrino” Lula à ‘Folha de São Paulo’ por Mônica Bergamo, e para o jornalista petista engajado Florestan Fernandes Júnior, da TV Brasil, tendo sido contrariado de imediato por Fux e por Toffoli, arriando assim a pretensão espúria de influenciar, mais uma vez, não bastasse o atentado, o processo eleitoral, enquanto saia esbravejando, espumando, vermelho de raiva, ameaçando levar ao público o “desvio de função do STF”…

A imprensa tem dourado a pílula, a poder engoli-la junto ao público, afirmando que a indicação inseriu uma espécie de “poder moderador” (Cristiana Lobo – Globo News) no rachado STF. Nada disso. O poder é interventor, mesmo.

Como dizia meu nonno Emendabili:

– Manda quem pode, obedece quem tem juízo…

Paulo Emendabili Souza Barros De Carvalhosa – 04/10/2018

NÍSIA FLORESTA, 219 ANOS SEM ELA

A escritora potiguar Nísia Floresta nasceu a 12 de outubro de 1810, em Papari, RN. Batizada como Dionísia Gonçalves Pinto Brasileira Augusta, adotou o pseudônimo de Nísia (apelido) Floresta (homenagem ao sítio onde nasceu), ou simplesmente Nísia Floresta

Luiz Fernando Melo

 

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Nísia Floresta

Nísia muito cedo aos 13 anos de idade casou com Manuel Melo. União mal feita que não chegou a completar o primeiro aniversário desfeita pela separação. Menina ainda, não se deixou abater e retornou à casa dos pais. A situação política da década de 1820, piorada pelo clima generalizado de revolta, obrigou seu pai a deixar o Rio Grande do Norte e procurar abrigo para si e a família em Pernambuco. Primeiramente na cidade de Goiana, transferindo-se oportunamente para Olinda e posteriormente para a cidade irmã, Recife.

Após residir quatro anos entre os pernambucanos, seu pai, Dionísio Lisboa, foi assassinado a 17 de agosto de 1828, no entorno da capital. Três meses depois Nísia Floresta volta a casar. O consorte foi Manuel Rocha, acadêmico de direito, com o qual teve a filha Lívia Augusta em janeiro de 1830.

No início de 1831, Adolphe Garin, tipógrafo e editor do jornal Espelho das Brasileiras, conhece e acolhe Nísia Floresta como colaboradora e publica suas notas em trinta edições, tendo o tema feminino como mote específico, através do qual, com clareza, exprime seu conhecimento das culturas e das condições de vida e de estar das mulheres d’além-mar e outras Américas. No ano seguinte publica seu primeiro livro: Direito das mulheres e injustiça dos homens.

Em 1832 transfere-se com a filha, a mãe e o segundo marido para o Rio Grande do Sul, onde firma endereço em Porto Alegre, capital daquele estado. Instalada, dirige com sucesso um colégio feminino. Nísia viajou grávida para a capital gaúcha e, numa feliz coincidência de datas, pariu Augusto Américo em 12 de janeiro de 1833, mesmo dia em que a filha Lívia completava três anos de idade. Nesse ano, publica a segunda edição de Direitos das mulheres e injustiça dos homens. O ano não termina bem para a família: Nísia enviuvou em 29 de agosto, quando Manuel Rocha falecia aos 25 anos de idade, deixando órfão o casal de filhos pequenos.

Transcorre o ano de 1837, quando Nísia Floresta arriba com os filhos de Porto Alegre em direção ao Rio de Janeiro, em meio à Revolução Farroupilha. No ano seguinte, já instalada e ambientada na cidade do Rio de Janeiro anuncia nos jornais publicados na Corte, pondo à disposição da sociedade o estabelecimento escolar de sua propriedade, o Colégio Augusto, homenagem póstuma ao falecido segundo marido.

O primeiro livro tem sua terceira edição publicada em 1839, no Rio de Janeiro. Esse trabalho foi considerado o melhor da sua obra e resultou o mais editado e traduzido em vários países.

Em 1845, publica a segunda edição de Conselhos a minha filha, com dedicação a Lívia, por ocasião do seu décimo-segundo aniversário de nascimento onde acrescenta quarenta pensamentos em versos.

O ano de 1847 é fértil em publicações. Os ares da Cidade Maravilhosa com seus encantos e um ano de recheio inspirador dão-lhe tino para produzir três novos livros: Daciz ou A jovem completa, curta história moralista que é dirigida e oferecida às alunas do colégio; Fany ou o Modelo das donzelas, mote moralista semelhante ao primeiro; e, por fim, Discurso que às suas educandas dirigiu Nísia Floresta.

1849 produziu A lágrima de um Caeté, sob um novo pseudônimo: Telesila. O livro declina 712 versos, que tratam da derrocada do silvícola tupiniquim e abre espaço evocador da situação caótica dos liberais pernambucanos, reprimidos pelo governo central em fevereiro desse ano na luta denominada Revolução Praieira. Nísia Floresta, a dois de novembro, nos Finados, acompanhada dos dois filhos, Lívia e Augusto, parte para Paris, na Europa. A viagem foi motivada para tratamento de Lívia, vitimada por um grave acidente. Antes de partir, deixou escrito no prelo em Niterói – Rio de Janeiro, dois volumes de um romance historiado: Dedicação de uma amiga.

Em janeiro de 1852, Nísia embarca com a prole, em Lisboa, de volta ao Brasil, onde permanecerá por quatro anos. Ao chegar, vende parcelas de alguns pedaços de terra que herdara no Nordeste. No ano seguinte, publica o Opúsculo humanitário, seleta de artigos sobre a emancipação feminina, tenaz contestador da formação da mulher no mundo de então. Na Europa onde foi bastante traduzido, Augusto Comte, pai do positivismo, apreciou satisfatoriamente a publicação, recomendando-a.

Ao fim do primeiro trimestre de 1855, Nísia Floresta publica nas páginas do jornal O Brasil Ilustrado, o texto em oito capítulos denominado Páginas de uma vida obscura, reflexões sobre a história de um negro escravizado e a crua exposição do seu pensamento, verdadeiro combate à escravidão. Ainda nesse ano publica no mesmo veículo Passeio ao Aqueduto da Carioca, onde protagoniza, ciceroneando um passeio com um turista pela cidade do Rio de Janeiro. O Brasil Ilustrado, em 31 de março, publica outra obra de sua autoria, O Pranto Filial, expositório da dor pela perda da mãe, e do sentimento de órfão como carrasco afônico, mas vigoroso, de um umbilical que sempre se recria. Também publica um livro de versos: Pensamentos.

Em 10 de abril de 1856 Nísia volta para a Europa, deixando aqui o filho Augusto Américo, que ficou estudando. A escritora recebe em sua casa Augusto Comte. É desse mesmo ano a correspondência trocada por eles, num total de catorze missivas. Em cinco de setembro de 1857, Augusto Comte falecia. Nísia Floresta foi uma das quatro mulheres que acompanharam o cortejo fúnebre até o cemitério Pére Lachaise. Por alguns anos, ela permaneceu longe dos holofotes; pouco ou quase nada se falou de sua vida nesse lapso.

Voltou ao Brasil em 1872. Joaquim Nabuco estava em plena campanha do exercício pela abolição. Nessas bandas, um tanto incógnita, Nísia permaneceu até 1875, quando envidou viagem de retorno para a Europa, desembarcando na Inglaterra, onde sua filha a esperava. Após alguns meses de permanência inglesa, seguiu para Lisboa, onde estava residindo. Nísia em pouco tempo transferiu sua residência para Rouen, e em seguida para Bonsecours, interior da França.

Em 1878 publica seu último trabalho: Fragments d’um ouvrage inédit: notes biographiques. Nísia Floresta permaneceu na França até o dia de sua morte, por pneumonia, às nove horas da noite do dia 24 de abril de 1885, em Rouen. Foi sepultada no Cemitério de Bonsecours, onde seu corpo repousou desconhecida e anonimamente por 69 anos.

Em 1954, o Rio Grande do Norte clamava o descobrimento de seu paradeiro, sempre querendo trazer seus restos à terra natal, Papari, atual município de Nísia Floresta, ao sul de Natal.

Coube ao jornalista Orlando Dantas, diretor do Diário de Notícias, do Rio de Janeiro, descobrir o paradeiro de Nísia, após esforço hercúleo de pesquisa laborado por ele próprio. A revista Cadernos do Rio Grande do Norte, nº 3, de 1972, estampa uma fotografia de Orlando Dantas junto ao túmulo de Nísia, em Bonsecours, na França. NISIAFLORESTA

A descoberta era realmente um achado. Logo se tratou da repatriação dos restos mortais da escritora, e o Estado de Pernambuco se fez representado pela Academia Pernambucana de Letras, ao lado de sua congênere do Rio Grande do Norte, juntas nesse esforço coletivo. Chegam às Docas do porto do Recife os restos mortais de Nísia Floresta. O desembarque foi demorado, empacou na burocracia desmedida, que, em parte, não estava cumprida. Presumia-se faltar algum memorando, daqueles do tipo que não servem de nada, a não ser para o lixeiro. De Natal parte para Recife Paulo Pinheiro de Viveiros para tratar do assunto, na qualidade de presidente da Academia Norte-Rio-grandense de Letras, onde dirigia a Casa de Henrique Castriciano com grande eficiência e brilho intelectual. As dificuldades alfandegárias só aumentavam. Era mister telegrafar para o Presidente Café Filho, na capital brasileira, o Rio de Janeiro, para desatar o nó público que entravava o desembarque do corpo de Nísia. Nesse sentido, foi dirigido ao presidente um telegrama redigido pelo escritor pernambucano Nilo Pereira, imediatamente respondido. As providências imediatamente foram tomadas. O desembarque se deu tranquilamente, mas o que desceu do navio não foi uma urna funerária, como se esperava. Desceu, sob guarda de honra, um ataúde. Fazia sessenta e nove anos do passamento de Nísia, falecida em 1885. Quase setenta anos, portanto. Era estranho, muito estranho, tudo aquilo. O caixão foi levado diretamente para a Academia Pernambucana de Letras. O velório foi aberto à visitação pública. A imprensa, operosa, destacou o acontecimento. Conta Nilo Pereira: “No nosso salão lá estava o ataúde de ébano, com as velas crepitantes, como se o enterro estivesse prestes a sair. Numa noite – da meia-noite que “apavora”, como no poema O Corvo, de Edgar Allan Poe, na tradução de Machado de Assis – resolvemos, Paulo Pinheiro de Viveiros e eu, abrir o caixão. A sala estava fechada. Com a ajuda de Nestor de Lima, funcionário da Academia e do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, levantamos a tampa do caixão; havia outra de chumbo, que também abrimos. Lá estava ela, a escritora, que decerto fora embalsamada, um tanto reclinada, os cabelos longos, a cor macerada. Um cheiro de mofo – o cheiro das múmias – evolava daquele segredo quase centenário. Estava ali a mulher que tanto brilho havia dado ao seu século. A Academia Pernambucana de Letras, que recebia a escritora de volta à terra de origem, designou-me para acompanhar seu corpo e falar em nome da ilustre Casa de Carneiro Vilela nas homenagens que estavam sendo organizadas em Natal. Ao mesmo tempo que o Presidente Café Filho ordenava que o corpo de Nísia Floresta fosse entregue à Academia Pernambucana de Letras, providenciava que uma corveta, surta no porto d Recife, a conduzisse até Natal, onde chegou no dia 11 de setembro de 1954. Ao descer o corpo no porto de Natal, onde me encontrava desde cedo, a multidão exclamava: – Um caixão! Na cidade de Nísia Floresta, o corpo foi para a igreja, pois o mausoléu havia sido preparado para uma urna funerária…

Só depois a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, por iniciativa do seu presidente, o escritor Manuel Rodrigues de Melo, que é um Quixote na luta pela causa a que vem servindo com tanto denodo e tanta visão, mandou construir pela Academia o mausoléu onde repousa a escritora, depois de tanto peregrinar”.

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LFM

Os documentos do Exército sobre a expulsão de Bolsonaro da Escola de Oficiais após plano terrorista

Publicado por Eduardo Reina – 7 de novembro de 2017 – Fonte Wikipedia

Jair Messias Bolsonaro e seu veemente croqui de bomba junto à adutora do Guandú que abastece de água a cidade do Rio de Janeiro, escrito de próprio punho.

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O Messias Bolsonaro não é tão messias assim. Acumulou através da curta vida na caserna grande quantidade de denúncias e processos. Sempre teve a língua solta, desabrida, sem freios, não medindo conseqüências dos seus atos. Consta também, denúncia de ameaça de morte a jornalista CÁSSIA MARIA, segundo ela, momentos antes de iniciar depoimento contra ele, Bolsonaro, no Conselho de Justificação do EB. Angariou no período muitas inimizades funcionais e outro tanto de simpatizantes da sua palavra fácil, ferina.

“ Dos 11 inquéritos, ações penais, mandados de injunção e petições sobre o deputado federal Jair Bolsonaro que estão ou já passaram pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nenhum foi mais explosivo e preocupante para suas pretensões políticas do que o julgamento no dia 16 de junho de 1988 no Superior Tribunal Militar (STM).

Bolsonaro era acusado de transgressão grave ao Regulamento Disciplinar do Exército (RDE). Ele dera entrevista e publicou artigo na revista Veja, em 1986, com comentários nada amigáveis ao governo federal.

Também planejou ações terroristas. Iria explodir bombas em quartéis do Exército e outros locais do Rio de Janeiro, como na principal adutora de água da capital fluminense, para demonstrar insatisfação sobre índice de reajuste salarial do Exército.

Diz o relatório secreto do Centro de Inteligência do Exército (CIE), nº 394, de 1990, com 96 páginas, ao qual o DCM teve acesso, e que é publicado pela primeira vez (veja abaixo):

“Punido por ter elaborado e feito publicar, em uma revista semanal, de tiragem nacional, sem conhecimento e autorização de seus superiores, artigo em que tece comentários sobre a política de remuneração do pessoal civil e militar da União: ter abordado aspectos da política econômica e financeira fora de sua esfera de atribuição e sem possuir um nível de conhecimento global que lhe facultasse a correta análise; por ter sido indiscreto na abordagem de assuntos de caráter oficial, comprometendo a disciplina; por ter censurado a política governamental; por ter ferido a ética, gerando clima de inquietação no âmbito da OM (Organização Militar) e da Força e por ter contribuído para prejudicar o excelente conceito da tropa paraquedista no âmbito do Exército e da Nação (NR 63, 65, 66, 68 e 106 do anexo I, com agravantes do NR 2 e letra “C” NR 6 do artigo 18, tudo do RDE, fica preso por 15 (quinze) dias”.

O ato grave de indisciplina provocado por verborragia sua e de sua esposa, que falou à repórter da Veja sobre o plano de explodir bombas, culminou em 15 dias de cadeia para o então capitão. Mas só.

Sua carreira foi posta à prova no STM, a maior instância jurídica das Forças Armadas. Aconteceu no período inicial de redemocratização do Brasil, depois de 21 anos de ditadura. Poderia se tornar o maior problema da vida para Jair Bolsonaro.

Mas não foi.

O STM, por nove votos a quatro, considerou–o inocente, mesmo depois de uma comissão interna do Exército, chamada de Conselho de Justificação, tê-lo excluído do quadro da Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESAO), na zona norte do Rio de Janeiro, e também de o Conselho ter considerado que as explicações dadas não foram satisfatórias.

Em 1988, o general Sérgio de Ari Pires, ministro do STM, relator do processo contra Bolsonaro, concordou com o parecer do Conselho de Justificação e considerou o então capitão “não justificado”, ou seja, culpado.

No dia 16 de junho de 1988, o STM realizou reunião para julgar Bolsonaro e o inocentou. Ato diametralmente oposto ao que acontecia dentro do mesmo Tribunal quando do julgamento de ações envolvendo qualquer cidadão acusado de ser contra o regime militar; mesmo que essa pessoa tenha apenas escrito uma carta endereçada a seus colegas de profissão.

Anos depois desse episódio sobre os planos terroristas de Bolsonaro no STM, o próprio disse à imprensa que todo esse imbróglio jurídico interno da caserna apenas o ajudou a ganhar fama e se eleger.

“Eu nem pensava em entrar na política, mas isso me ajudou porque fiquei conhecido e então eu fui eleito no ano seguinte”, declarou para a imprensa em 2014. No ano de 1988, Bolsonaro foi eleito vereador no Rio de Janeiro com 11 062 votos, quando passou para a reserva não remunerada da corporação.

As declarações de Bolsonaro, à época, foram bem pesadas se comparadas com ações políticas de qualquer cidadão brasileiro comum, obrigado a se calar diante da recém acabada ditadura militar que oprimiu o Brasil por duas décadas.

“Como capitão do Exército brasileiro, da ativa, sou obrigado pela minha consciência a confessar que a tropa vive uma situação crítica no que se refere a vencimentos. Uma rápida passada de olhos na tabela de salários do contingente que inclui de terceiros-sargentos a capitães demonstra, por exemplo, que um capitão com oito a nove anos de permanência no posto recebe – incluindo soldo, quinquênio, habitação militar, indenização de tropa, representação e moradia, descontados o fundo de saúde e a pensão militar – exatos 10.433 cruzados por mês”, escreveu no artigo publicado pelo semanário em 3 de setembro de 1986.

Paralelamente, para pressionar o comando do Exército, Bolsonaro e outros militares planejaram explodir bombas em quartéis do Exército no Rio de Janeiro e outras localidades como a adutora de água Guandu, que abastece a cidade do Rio. Alguns dos alvos seriam a Vila Militar e a Academia de Agulhas Negras.

O plano seria acionado caso o governo concedesse aumentos salariais inferiores a 60%.

Batizado de “Beco sem Saída”, a ideia tinha o objetivo de deixar clara a insatisfação dos oficiais com o índice de reajuste salarial que seria anunciado em poucos dias pelo ministro do Exército Leônidas Pires Gonçalves.

Os atentados a bomba iriam ferir seriamente a autoridade do ministro e colocariam o Brasil em polvorosa.

Mas havia dois pesos e duas medidas. No mesmo ano de 1987, por exemplo, os trabalhadores da hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR), realizaram uma manifestação reivindicando aumento salarial. Foram dispersados por tropas do Exército. Um trabalhador foi ferido pela repressão ao ato.

A economia brasileira estava em frangalhos. A inflação muito alta. Fracassou o Plano Cruzado, lançado pelo então presidente José Sarney. Havia muita insatisfação dentro dos quartéis devido à perda de poder aquisitivo e político que os militares gozavam.

“Serão apenas explosões pequenas, para assustar o ministro. Só o suficiente para o presidente José Sarney entender que o Leônidas não exerce nenhum controle sobre a tropa”, disse uma esposa de oficial à repórter da revista semanal que fez a matéria sobre o “Beco sem Saída”.

“Temos um ministro incompetente a até racista”, disse à época Bolsonaro. Seria usada TNT, a popular dinamite.

Apesar de ferir dois sustentáculos básicos da carreira militar, a disciplina e a hierarquia, e de ter sido punido inicialmente com 15 dias de prisão, Bolsonaro só ganhou reconhecimento desde então.

Na sua justificativa ao STM, ele disse que a matéria tinha como objetivo fazer vender a revista com publicação sobre assunto sensacionalista, e que não havia falado com a repórter.

O Conselho de Justificação do Exército reconheceu que Bolsonaro havia mentido, mesmo porque a revista publicou croqui desenhado pelo próprio punho de Bolsonaro sobre as bombas e locais onde seriam detonadas.

Por unanimidade, o Conselho considerou, em 19 de abril de 1988, que Bolsonaro era culpado e que fosse “declarada sua incompatibilidade para o oficialato e consequente perda do posto e patente, nos termos do artigo 16, inciso I da lei nº 5836/72”.

Fatos esses desconsiderados no julgamento do STM, assim como a ameaça de morte feita pelo réu à repórter da revista, durante seu depoimento.

Bolsonaro foi considerado “não culpado” por nove a quatro. Em 1990, chegou a ter entrada proibida nas instalações das Organizações Militares. Proibição suspensa posteriormente.

Desde então só fez crescer sua atuação política. Foi eleito vereador no município do Rio com votos de militares e seus familiares; e chegou a deputado federal, cargo que ocupa há 26 anos.

Agora é pré-candidato à Presidência da República e percorre o Brasil em campanha arcada pelo agronegócio, pela indústria bélica e pela cota parlamentar.

Possui mais de 4,4 milhões de seguidores em sua página oficial na internet e ganha destaque com polêmicas nas redes sociais e brigas no Parlamento, ocasiões em que destila seu preconceito, homofobia, ultra-conservadorismo e ignorância.

O comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, disse em entrevista à Folha de S.Paulo que “é a população quem vai julgar partidos e os candidatos, devendo, para tanto, conhecer os projetos e ideias de cada um. Destaco que o Exército, como instituição permanente, serve ao Estado e não a pessoas, estando acima de interesses partidários e de anseios pessoais”.

Já Bolsonaro continua usando o Exército como trampolim.

“A partir desta data, na reserva não remunerada, inicia um intenso trabalho como defensor dos interesses da classe militar, sem que para isso tenha representatividade ou delegação, arguindo, contrapondo e acusando de forma descabida autoridades constituídas nos mais diversos níveis”, aponta o relatório secreto do CIE no item 14, página 2, informação nº 394, de 27 de julho de 1990.

Tão antigo e tão presente.”

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FC

A democracia é o império da lei que a todos se aplica e não do voto que lhe segue por efeito e não como causa

Comentário do senhor NELSON VIDAL GOMES na Folha de São Paulo sobre a candidatura de Lula

A democracia é o império da lei que a todos se aplica e não do voto que lhe segue por efeito e não como causa.

Sobre isso foi publicado no Portal Tesejurídica o artigo “Democracia-o império da lei ou do voto?” que eu penso que merece ser lido.

Logo a candidatura de Lula será uma fraude à democracia. Que Deus nos ilumine a todos e um abraço fraterno em agnósticos e ateus!

FC

(IN)JUSTIÇA DE CERTO TRIBUNAL FEDERAL DE UM CERTO PAÍS BLINDA  UM BANDIDO DISSIMULADO CONDENADO E PRESO CONTRA UM MAGISTRADO PROFÍCUO NO COMBATE AO CRIME INSTITUCIONAL ORGANIZADO

Aconteceu em TUPINIQUIMNÓPOLIS terra efetivamente sem lei e sem ordem, sem justiça formal e sem política de estado, nação situada na remota banda Sudamerica.

freiconvento

– Graças a todos os santos, deuses e orixás, no Brasil não acontecem desmandos e injustiças imorais, quiçá criminosas, desse cunho e natureza. Aqui a ordem jurídica e as instituições governamentais funcionam tal e qual um relógio suíço: na hora certa: Maravilhosamente.

Não temos corrupção como sói acontecer no resto do mundo incivilizado. A violência contra as pessoas é de somenos importância, haja vista que os raríssimos crimes que acontecem são passionais. Nada que mereça uma atenção maior de nossas autoridades legislativas e carcerárias tão hábil e sutilmente escolhidas e constituídas.

No Congresso Nacional, as duas casas, suas engrenagens funcionais trabalham em perfeita harmonia em prol da população nacional, a qual rende homenagens sinceras e sucessivas ao plantel honesto ali instalado pela força do voto facultativo.

Suprema Corte legisla qual um tribunal divino: com extrema justiça. Inclusive extrapola inconseqüente o preceito religioso que diz: “Sejais justa. Mas não sedes demasiadamente justa!”.

Para a presidência da república pouco resta a fazer em benefício do povo. Ministros e secretários praticamente são figuras decorativas. O Presidente, estadista reconhecido no mundo político exterior, é um primor público nomeado pelo Congresso Nacional.

Na vizinha TUPINIQUIMNÓPOLIS, na contramão brasileira dos justos, ordeiros e imaculados defensores guardiões da CONSTITUIÇÃO DO BRASIL pelos políticos e pelo executivo brasileiros, os cidadãos de lá ao contrário dos de cá, vivem em eterna desgraça: Corrupção grassante extrema; criminalidade a níveis insuportáveis; estado incompetente e insalubre; guerra civil, tráfico de drogas e de pessoas; empreiteiras comandadas por ASSALTANTES DO ERÁRIO; polícias corrompidas e ineficazes; FORÇAS ARMADAS sedadas e inoperantes numa determinada intervenção estadual; corpo togado recheado (há umas tantas e boas exceções) de escória travestida de supremos; e no comando geral da infortunada nação um corrupto contumaz age desde sempre em favor do crime política e sistematicamente organizado.

TRÊS VIVAS PARA O BRASIL!!!

FC