LuLécio (Lula & Aécio), eita dupla da pesada…

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É verdade amigos. A dupla é especializada em pizza-político-corruptas.

Dois “Cheffs” nota 10, mas antagonistas entre sí, perceberam que além dos crimes de mesma natureza, que eles perpretavam, tinham algo em potencial que lhes serviria em comum no curto prazo: Unindo-se em uma dupla aloprada subiriam sua posição no hit-parede dos conchavos da política de baixo nível enquanto o Ministério Publico, Sérgio Moro e o STF, cairiam para último lugar – que é passagem obrigatória da seção pantomímica do núcleo de animação do palácio central – como palhaços “bôbos da côrte”.

LuLécio, o par-de-dois único divisível que ressomados a eles mesmos transformam a inequação política em tábua de salvação da malandragem petisto-tucana, desmoralizou “legalmente” as autoridades investigativas federais e a própria Justiça.

Lula no dia 28 de junho, na Polícia Federal, depôs favoravelmente em benefício do arqui-inimigo político do PSDB, Aécio Neves, livrando-o de algumas acusações sobre fatos que tinham ocorrido em seus dois governos (PT) quando Aécio era governador de Minas Gerais pelo PSDB, no caso FURNAS.

As estratégias maquinadas pelas cabeças pensantes dos advogados dessa nova instituição pontual agora denominada (PT-PSDB) são ilimitadas.

Sem sombra de dúvida haverá trôco em moeda correlata nos moldes uma mão lava a outra.

Quem sobreviver verá!

FC

SOBRE AMIZADE, AMOR E DOENÇA

Jáner Cristaldo (in memoriam)

Sábado passado, escrevi sobre o frívolo conceito de amizade que está se tornando usual em função das redes sociais. Se, durante séculos, amigo era um ser muito especial, hoje amigo é qualquer um. Nestes dias em que se fala de um milhão de amigos, a discussão merece mais algumas considerações.

Há uns bons dez anos, comentei L’Amicizia secondo i filosofi, de Massimo Baldini (Città Nuova, 1998), uma antologia de textos filosóficos sobre a amizade, com um ensaio do antólogo à guisa de prefácio. Trata da amizade em seu sentido mais nobre, e não da amizade irresponsável proposta por alguém que jamais vimos. Os filósofos, no caso, são aqueles que a história consagrou como tais, e não professores que os papagueiam e se julgam pensadores. A reflexão é oportuna, nestes dias em que a amizade muitas vezes passa a depender de uma visão de mundo uniforme.

Quem hoje tem 60 anos, sabe disso. Terá perdido amigos por escaramuças no Camboja ou Vietnã, por determinações de Moscou, Pequim ou Cuba, em suma, por eventos distantes que nada têm a ver com uma relação entre duas pessoas. O teórico desta perversão foi Sartre que, por questões de ideologia, rompeu laços com Camus. “A amizade, ela também, tende a ser totalitária” — disse um dia o agitador da Rive Gauche ao futuro prêmio Nobel — “urge o acordo em tudo ou a ruptura, e os sem-partido eles próprios se comportam como militantes de partidos imaginários”. É a versão xiita da amizade: ou você aceita minha ideologia, ou não podemos ser amigos. Assim, com satisfação vejo que Aristóteles, na longínqua Atenas, distante no tempo e no espaço, desde há mais de dois mil anos concorda comigo.

No livro oitavo da Ética a Nicômaco, afirma não ser possível ser amigo de muitos com perfeita amizade, como não é possível estar enamorado ao mesmo tempo de muitos. “Aqueles que têm muitos amigos e que tratam todos familiarmente, não parecem ser amigos de ninguém”. Para o estagirita, um milhão de amigos nem pensar. Cícero, ciente das responsabilidades da amizade, recomenda atenção para que não comecemos a gostar de alguém que algum dia poderemos odiar.

Amizade não é coisa para jovens, mas deve ser decidida quando o caráter está formado e a idade já é madura. Seneca, como bom estóico, acha que o sábio deve bastar-se a si mesmo. O que não impede que ele aceite com prazer um amigo que lhe seja vizinho. Para o pensador de Cordova, o sábio é impelido à amizade não “pelo interesse, mas por impulso natural”. Amizade que se funda no interesse é um “vilissimo affare”. A distância não tem o poder de prejudicar a amizade. É possível manter relações com amigos ausentes, por quanto tempo se quiser. Em verdade, a proximidade torna a amizade complicada. A amizade é sempre útil, enquanto o amor é muitas vezes absolutamente nocivo. Abelardo acentua o caráter seletivo da amizade. “Ninguém será pobre se possuir tal tesouro, tão mais precioso quanto mais raro. Os irmãos são muitos, mas entre eles é raro um amigo; aqueles a natureza cria, mas estes só o afeto te concede”. Voltaire, em seu Dicionário Filosófico, define: “é um contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas. No que vão duas restrições. Os amigos devem ser sensíveis, porque um monge, um solitário podem não ser maus e no entanto viver sem conhecer a amizade. E virtuosos, porque os maus têm apenas cúmplices. Em suma, só os homens virtuosos têm amigos. O que Abelardo está dizendo, no fundo, é que um mau-caráter não pode ser amigo de ninguém. Uma distinção mais lúcida vamos encontrar em Kierkegaard, para quem o cristianismo aboliu a amizade. Segundo o pensador dinamarquês, o amor humano e o valor da amizade pertencem ao paganismo. Pois o cristianismo celebra o amor ao próximo, o que é distinto. Para esta religião, só o amor a Deus e ao próximo são verdadeiros. O cristão deve aprender a desconfiar do amor profano e da amizade, pois a predileção da paixão é no fundo um ato de egoísmo.

Entre o amigo e o próximo há diferenças incomensuráveis. A morte não pode extirpar o próximo. Se a morte leva um, a vida subitamente fornece um outro. A morte pode tomar de você um amigo, porque ao amar o amigo no fundo você a ele se une. Mas ao amar o próximo você se une com Deus, por isso a morte não pode tomar-lhe um próximo. Para Nietzsche, a mulher é incapaz de amizade, conhece apenas o amor. Mas seus contemporâneos homens não percorreriam mais os sendeiros da amizade. Por dois motivos. Primeiro, porque o amor entre os sexos prevaleceu sobre a amizade. Segundo, porque o cristianismo substituiu o amigo pelo próximo. Para seu profeta, Zaratustra, “vosso amor ao próximo é vosso amor por vós mesmos. Fugis rumo ao próximo fugindo de vós mesmos. Não vos ensino o próximo, mas o amigo. Não aconselho o amor ao próximo. Aconselho o amor ao remoto”. Sou avesso a isso que chamam de amor. Ou talvez avesso à palavrinha. Os filmes de Hollywood, que sempre terminavam com um indefectível “I love you”, vulgarizaram o tal de amor. Sem falar que, no fundo, é um sentimento que leva facilmente ao assassinato. Se você, leitora, um dia sentir que outro alguém a considera a única pessoa de sua vida, melhor sair de perto. De preferência, correndo.

Há algumas décadas, surgiu uma novela na televisão brasileira intitulada “Quem ama não mata”. Solene besteira. Só mata quem ama. Ao sentir que perde o que julga ser único, o bruto raciocina: se não és minha, não serás de mais ninguém”. Daí a matar é um passo. Prefiro a amizade, mesmo na relação com mulheres. Em algum momento do Quarteto da Alexandria, Lawrence Durrel dizia ser a amizade preferível ao amor porque mais duradoura. Verdade que amigos também perdemos, mas a ninguém ocorre matar alguém porque perdeu sua amizade. Amor é doença antiga, já diagnosticada pelos gregos. Assim narra Plutarco o caso de um jovem enfermo: – Erasístrato percebeu que a presença de outras mulheres não produzia efeito algum nele. Mas quando Estratonice aparecia, só ou em companhia de Seleuco, para vê-lo, Erasístrato observava no jovem todos os sintomas famosos de Safo: sua voz mal se articulava. Seu rosto se ruborizava. Um suor súbito irrompia através de sua pele. Os batimentos do coração se faziam irregulares e violentos. Incapaz de tolerar o excesso de sua própria paixão, ele tombava em estado de desmaio, de prostração, de palidez. Quando Antíoco – pois assim se chamava o enfermo – recebeu Estratonice como presente de Seleuco, seu pai, desapareceram os sintomas da doença. Que talvez tenha contagiado Seleuco, pois afinal era o marido de Estratonice. Mas isto já é outra história. Eram bons observadores, os gregos. O tal de amor é gostoso quando o experimentamos. Mas ridículo quando visto com certa distância. Amor, diria, é coisa para jovens. Jovem tendo sido, é claro que fui acometido pelo mal. (O pior é que às vezes tem recidiva). Uma vez adulto, optei pela amizade.

Ditadura descarada

É esse o “socialismo” do século 21 que os bolivarianos que ainda restam na América Latina e o PT e o PCdoB teimam em aplaudir

O Estado de S.Paulo
04 Agosto 2017

Se havia ainda algum resquício de dúvida de que o presidente Nicolás Maduro e seus asseclas do regime chavista estão mesmo dispostos a ir às últimas consequências para manter e reforçar cada vez mais a ditadura que estabeleceram na Venezuela, ele acaba de desaparecer. Não contente com a farsa do golpe da tal Assembleia Constituinte – programada para, com maioria assegurada de antemão ao chavismo, apagar os últimos traços de democracia no país, a começar pela Assembleia Nacional onde a oposição é majoritária –, 48 horas depois de sua “eleição” Maduro determinou a volta ao cárcere de dois dos principais líderes da oposição.

Leopoldo López, líder do Partido Voluntad Popular, que estava em prisão domiciliar desde 8 de julho, depois de ficar preso três anos e cinco meses, e Antonio Ledezma, prefeito de Caracas, detido em 2015 por três meses e desde então em prisão domiciliar, foram levados por policiais do Serviço Secreto (Sebin) ao presídio militar Ramo Verde, por ordem do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), controlado pelo governo, acusados de dar declarações de cunho político e de planejar fugir do país.

A prisão dos líderes oposicionistas provocou forte e imediata repercussão internacional. A começar pelo Brasil, que ocupa a presidência do Mercosul e instou o governo Maduro a “libertar imediatamente López e Ledezma”, lembrando que a medida foi tomada apenas “um dia depois de uma votação para eleger uma Assembleia Constituinte em franca violação da ordem constitucional venezuelana”. Dos Estados Unidos à União Europeia (UE), o sentimento é o mesmo. O secretário de Estado, Rex Tillerson, qualificou as prisões de “alarmantes” e advertiu que a crise na Venezuela está piorando e que os Estados Unidos estão “avaliando todas as opções”.

Na UE, sobe cada vez mais o tom das críticas dos países-membros – especialmente da Espanha – ao governo Maduro, acusado de dar “um passo na direção errada” com a prisão dos líderes oposicionistas. Sanções contra a Venezuela começam a ser estudadas, embora medidas mais duras contra o país ainda sofram resistência do governo grego.

A atitude de Maduro causou também surpresa porque, com a sua Assembleia Constituinte de cartas marcadas – e cuja eleição, ainda por cima, foi fraudada, como denunciou a própria empresa responsável pelas urnas eletrônicas, a inglesa Smartmatic –, ele tinha acabado de dar mais um duro golpe na oposição. Levar de volta à prisão militar, logo em seguida, dois de seus líderes que já se encontravam em prisão domiciliar pareceu a todos – dentro e fora do país – uma tentativa deliberada de acuar ainda mais a oposição, fechando todas as portas ao diálogo para exigir dela nada menos que uma rendição incondicional. Ou seja, a aceitação cabal da ditadura cuja fachada é a Assembleia Constituinte.

O passo seguinte pode ser a neutralização definitiva da Assembleia Nacional, na qual a oposição tem maioria. O artifício a ser usado para isso é simples. O regime chavista já deixou claro que a Constituinte vai se reunir no mesmo local que ela. É fácil imaginar que não demora muito a Assembleia Nacional terá de ceder suas dependências para os constituintes de Maduro, cujos “argumentos” para isso são bem conhecidos.

Além da força das milícias armadas e do controle de instituições como os tribunais, o regime chavista se apoia também no aparelho repressivo – o Serviço Secreto e as prisões onde a tortura contra os presos políticos se generaliza, de acordo com documentos obtidos pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Eles mostram, de acordo com reportagem de Jamil Chade, que os presos políticos venezuelanos – cujo número chega a 440 – estão sendo submetidos a tratamentos bárbaros poucas vezes registrados nesse tipo de história macabra.

É esse o “socialismo” do século 21 que os bolivarianos que ainda restam na América Latina e o PT e o PCdoB teimam em aplaudir.

Temer desbancou a denúncia de Janot com 263 votos a seu favor e 227 contra

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O governo Temer soube tirar proveito das prerrogativas constitucionais comprando consciências parlamentares sem gastar um centavo que não fosse dentro da legalidade ao liberar verbas parlamentares previstas no orçamento da União. O presidente tomando gosto pelo mal que poderia causar abusou do bom senso com medidas provisórias de última hora. A atual oposição quando foi governo petista era useira e vezeira desses expedientes que agora também critica.

O placar da votação não espelhou a realidade que os deputados conseguiram esconder da sociedade: foi um jogo sujo de compadres e comadres. O deputado Sílvio Costa (PT-PE) indignou-se com o resultado que havia previsto.

Quisera estrategicamente não dar quorum para não beneficiar o governo, antevendo o que aconteceria. Sílvio estava certo.

Boa parte dos votos sufragados como NÃO, foram computados como uma força extra e em número suficiente para a sessão acontecer e derrubar a pretensa tentativa de autorizar o STF a processar Michel Temer.

Os “cumpanheiros” (alguns inocentes pobres desavisados) instigados pelas cobras criadas da inteligência do PT e aliados, dançaram alegremente a dança do arquivamento da denúncia contra o agora mais-que-nunca presidente Temer, aos falsos gritos de guerra “Fora Temer “. Logo depois um coral de “viúvos e viúvas” petistas chegou a ensaiar, mas sem encontrar apoio da própria companheirada, a cantata Lula em 2018.

O showzinho à parte, dos desesperados, quase passou despercebido.

Temer será processado pelo STF?

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Não acredito. A oposição no Congresso Nacional faz jôgo de cena quando entoa o desentoado côro “Fora Temer”. O governo nesse momento tem mais votos que seus inimigos de ocasião. Em que pese a imagem que a oposição tenta passar para a opinião pública com apoio da imprensa de massa – esta, por sua vez alimentada por denúncias cada vez mais contundentes pelos delatores da Lava Jato – ainda assim Temer está fortalecido. Tanto está, que seus opositores sabendo dessa fraqueza numérica em relação aos votos, tentarão não dar quorum para a abertura da sessão do próximo dia 2. Havendo número suficiente, a oposição fará obstrução ferrenha, crudelíssima. Inclusive com os partícipes extra-campo invasores das galerias.

No entanto, a verdade política aponta para os bordados das caladas inerentes dos bastidores (falsa oposição ao governo) para embrulhar a compreensão do eleitor comum. Exemplo disso? Partido dos Trabalhadores camufladamente ou não, vai insistir em protelar a votação orientando os líderes a não deixar nenhum deputado da base coligada entrar no plenário.

Ninguém, essa é a realidade, quer tirar Temer da presidência nesse momento. Pelo contrário. É preciso ganhar tempo para poder mudar o andamento da Justiça ganhando tempo e esperar a mudança do entendimento do TRF 4 (RS) em segunda instância desconsiderando a sentença de Moro que condenou Lula a mais de nove anos de cadeia.

Lula livre da condenação será um novo Lula renascido e imaculado a tempo de disputar sem risco de anulação de sua candidatura, a barganha eleitoral-eleitoreira para mais um exercício da Presidência da República com os votos e o aval explícito do povão.

FC

Religião e Prazer Batem de Frente nos Púlpitos das Tribunas Eclesiásticas

por freiconvento

Primeira parte:

Muito já foi dito e muito pouco acreditado. A evolução do cérebro humano indica claramente que o centro do prazer se expande e produz sensações cada vez mais claras sobre a necessidade de sobrepujarmos as culpas e as dores – não importando se físicas ou da alma – através da analgesia dos enlêvos, gostos individuais, realizações pessoais e clímax carnal. Os “aguilhões da carne*” sempre foram malvistos fora das sacristias, celas e muros dos conventos; também dos seminários teológicos protestantes; e salas sociais das catequeses fajuto-evangélico-cristãs. Oficialmente nas religiões tradicionais ou neo-existentes, o combate antissexo por prazer, funciona como objeto obssessivo… de fachada(!?). Mas corre a contragosto de muitos bispos, padres, pastores, e impostores autoditos evangélicos, praticantes contumazes do sexo desenfreado e, inclusive, pedofilia. Contra o sexo versus sexo, só se age quando os escândalos acontecem. Mas não vemos, primariamente, iniciativas e boas ações para combater com bom combate e para estabelecer paradigmas e atitudes preventivas contra os crimes na forma da lei contra os abusos perpetrados por religiosos de todos os credos: Crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Voltemos ao tema inicial: Causa espécie constatarmos que tanto os fiéis quanto os infiéis, agem da mesma maneira sem tirar nem por. Contra aqueles que descumprem os votos do celibato (padres e freiras), pesa a infração moral e desobediência ao Direito Canônico. Contudo, desde o primeiro memorial canônico grafado em pergaminho, o dogma do celibato é transgredido por Papas e Bispos. Passou pela idade média, e continua nos dias de hoje, por Bispos e autoridades menores do Clero. Tivemos em Pernambuco, há algumas décadas, mais precisamente em agosto de 1957, um exemplo de como funciona as transgressões de danos morais e criminais de cunho irrecuperáveis: Na Comarca de Quipapá, subordinada episcopalmente a Comarca de Garanhuns, ambas muito próximas uma da outra em Pernambuco, numa disputa contra o passional em favor dos bens da moralidade entre um Bispo e um Padre, caso que ficou conhecido nos anais da Igreja Católica, Vaticano, resto do mundo, e das polícia e justiça pernambucana como o “Caso (ou crime) do Padre Hosana”, parodiando o título do livro de Eça de Queiroz, “O crime do Padre Amaro”. O Padre Hosana matou com três tiros de revólver, à queima roupa, o Bispo de Garanhuns, seu superior imediato, Dom Expedito Lopes, que ousara quebrar as regras não escritas que regiam a pouca vergonha praticadas nas sacristias e locais afins, ameaçando publicizar e punir severamente com a perda da batina, o padre seu futuro assassino. Hosana caíra de amores carnais apaixonando e amasiando-se intestino-familiarmente com uma de suas primas. Relacionanento conhecido de todos os candidatos a santo da época, e dos fervorosos crédulos de sua jurisdição religiosa – e outros, desde o alto sertão até o litoral. As fornicações, amassos e amolegados aconteciam quase a vista dos olhares públicos, e giravam só nos cochichos à boca miúda. Não houvera divulgação oficial dos fatos até que o Bispo Dom Expedito Lopes em tripudiando e desonrando o então desafeto, tomou dos microfones das rádios difusoras das duas comarcas, difundindo os fatos e a punição já citada a ser aplicada em ato contínuo. Sem publicidade tudo podia – e pode – acontecer nos ambientes sacrossantos. O padre se deslocou até Garanhuns e tomou satisfações com o acusador. Sem perdoá-lo detonou-o por três vezes. Após matar o Bispo, Hosana entregou-se a polícia. Foi condenado pela justiça ao final de vários julgamentos complicados. Ele assassinara a tiros seu contendor. Mais tarde após cumprir a pena e livrado da justiça, pagou com a mesma moeda. Aos 83 anos de idade foi assassinado misteriosamente a porretadas em sua fazenda.

FC

* Frase cunhada pelo escritor Júlio Ribeiro, em A Carne

Continua