Ciro Gomes em entrevista a FSP desabafa: “Fomos miseravelmente traídos pelo ex-presidente Lula e seus asseclas”

por Luiz Fernando Melo

Não farei mais campanha para o PT, afirmou!

Foi nisso que deu viver mergulhado da cabeça aos pés numa coligação no mínimo imoral, em tese, supra lulopetista. Na verdade caudilhismo representante de um poder podre, corrupto!

Ciro se queixa, lamenta, esperneia. Mas sabia do risco que corria voltando a permanecer ao lado de quem ele sabidamente tinha consciência que não prestava: Luiz Inácio Lula da Silva.

Risco calculado com fiel da balança empenado e prato pendendo para o banditismo petista pelo peso excessivo da corrupção. Seu desejo era o de, transformado em herdeiro de Lula, ascender ao poder e torná-lo propriedade do getulismo, com ele Ciro Gomes, preposto de uma meia-ditadura.

Lula matreiramente acenou para o pedetista oferecendo-lhe a vice-presidência da sua chapa.  O alerta tocou naquele momento, e Gomes recusou a benesse política. Preconizava mais uma traição futura: “uma vez traidor, sempre traidor!”, marca registrada desde que Lula tinha o codinome “O boi” durante a fase sindicalista-informante da ditadura militar que falsamente combatia nas portas das fábricas do ABC paulista.

 FC  

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Presidente eleito JAIR BOLSONARO estende as mãos aos opositores

Luiz Fernando Melo

Em entrevista ao Jornal Nacional (Rede Globo), ontem 29/10, o presidente eleito abrandou palavras ácidas pronunciadas no calor da disputa eleitoral. No entanto, deixou bem claro que é pessoa explosiva, e que não leva desaforos para casa. É perceptível traços renitentes em algumas respostas aos repórteres Bonner e Renata do já referido jornal. A questão da Folha de São Paulo não está completamente absorvida e tampouco dada como encerrada. Insiste que foi denunciado por aquele órgão informativo de forma grosseira e mentirosa, baseada em Fake News. As investigações dirão com quem está a verdade.

Haddad, muito provavelmente depois de levar puxavantes de orelha do chefão petista trancafiado na cadeia da Polícia Federal em Curitiba, enviou mensagem morna tratando Bolsonaro com respeito: ” Presidente Jair Bolsonaro. Desejo-lhe sucesso. Nosso país merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós. Boa sorte! “;

O presidente eleito com a elegância verbal que lhe é peculiar, agradeceu corroborando o desejado e parodiou o próprio missivista alfinetando-lhe: “Senhor Fernando Haddad, obrigado pelas palavras! Realmente o Brasil merece o melhor“, disse.

FC

 

 

HADDAD, o perdedor, destilou ódio e arrogância no primeiro discurso pós queda incontestável

Luiz Fernando Melo

Jair Bolsonaro foi eleito através do voto solene de mais da metade dos eleitores Presidente da República brasileira.

No entanto, FERNANDO HADDAD, o último adversário rancorosa e intransigentemente em rede nacional afirmou quebrando a tradição não ter telefonado parabenizando JAIR BOLSONARO pela vitória, e como seu presidente. O presidente de todos os brasileiros.

Em rede nacional fez o discurso arrogante do ódio, voltando a incitar o “nós contra eles”; com cara deslavada argumentou ser dono dos 45 milhões de votos amealhados nas urnas, dando a entender que não perdeu a eleição, e sendo assim, fará um governo paralelo de oposição.

Voltou a falar em golpismo citando a assim como ele, a ventríloca poste, DILMA ROUSSEFF, que perdeu o governo após ser democraticamente julgada e condenada ao IMPEACHMENT por seu desgoverno corrupto, imoral e inoperante.

Ainda vomitando fel, HADDAD citou a ilegalidade nos julgamento, processo, e condenação do maior criminoso político que o Brasil já teve: LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA. Ou seja: LULA HADDAD DA SILVA ou quem sua vez o faça, sempre será o mais do mesmo!

PT, HADDAD, e os outros biltres cafajestes e cafajestas da troupe criminosa não aceitaram o resultado definitivo, oficial, a voz das urnas, taxando como antidemocrática a verdade expressada pela maioria absoluta do povo brasileiro.

FC

 

JOGO SEM EMPATE

HADDAD versus BOLSONARO

por Luiz Fernando Melo

Quem vencer levará o Brasil ao desequilíbrio emocional e ao desespero ao constatar que um tampouco o outro era aquilo que se esperava. Ingrediente para destemperar mais ainda o quadro de intempéries políticas, econômicas e sociais em forma de sopa servida numa caldeirão transbordante de chorume cheio de merda, repleto de desilusões.

Pior ainda:

Panelão que poderá entornar o caldo ao receber inoportunamente para a mistura (que DEUS não permita), sangue, muito sangue, fruto de uma guerra intestina, pedra cantada, esperada, só não percebida pelas cabeças nefastas causadoras da disputa: LULA, presidiário comandante da quadrilha (na forma da lei) de dentro da prisão na POLÍCIA FEDERAL, em CURITIBA, e a incógnita eleitoral JAIR BOLSONARO. Este último enfrenta desde já desconforto e turras entre militares superiores hierárquicos, os quais em tese ou não, deviam apoiá-lo incondicionalmente.

Tanto Haddad, quanto Bolsonaro, o que for eleito será um boneco de ventríloquo de LULA (PT) ou MOURÃO (CLUBE MILITAR).

A ex-presidanta DILMA ROUSSEFF, poste de LULA que terminou levando a nação brasileira á derrocada, figura incompetente, cunhou a expressão “… para ganhar uma eleição a gente faz o diabo“.  Foi a única vez como “dona chefa” que falou a verdade. Vaticínio. HADDAD e BOLSONARO disputam o direito à primazia da herança dessa fala…

Panorama crudelíssimo que se descortina sem chance de volta: Beligerância e delinquência (bala para confronto e assalto a luz do dia ao Erário brasileiro): JAIR CARRASCO BOLSONARO ou  FERNANDO LULARÁPIO HADDAD,  respectivamente.

DEUS TENHA PIEDADE DE NÓS

FC

CONQUISTADOR DE OPERETA

Janer Cristaldo

República de Veneza, 2 de abril de 1725 — eis uma data que marca o século XVIII. Pois nesse dia nasceu o homem que percorreria a Europa, de Lisboa a Moscou, como um furacão. E marcaria o século com uma vida tão cheia, que aos contemporâneos pareceu lenda.
Alguns dados rápidos de sua vida: foi abade, violinista, historiador (escreveu uma História da Polônia), matemático (publicou um ensaio sobre a duplicação do hexaedro), escreveu um dicionário de queijos, fez ficção científica (O Icosameron ou História de Eduardo e Elisabete, que passaram oitenta e um anos com os Megamicros, habitantes aborígenes do Protocosmo, no interior de nosso globo). Foi filólogo e crítico, esmiuçou as idéias de Homero e traduziu a Ilíada em oitavas, discutiu com Voltaire e foi abraçado pelo bilioso enciclopedista. Foi jornalista, jogador, sonetista satírico, marinheiro, jurista (formado em Direito pela Universidade de Pádua), teólogo, agente da Inquisição, alquimista, astrólogo, esgrimista, vigarista. E gênio.
Chamava-se Giovanni Giacomo Casanova di Seingalt. E não foi pelos dotes acima que ficou na História. Já velho, recebeu o cargo de bibliotecário do conde de Waldstein, no castelo de Dux.
— Agora que não posso mais viver, sento-me e escrevo sobre o que eu vivi, disse Casanova.
E escreveu dez pesados volumes, onde relatou parte de suas conquistas no continente europeu. Tudo isto numa época em que a locomoção se fazia, não em jatos ou trens, mas a cavalo ou em carruagens.
— Sei que existi, porque senti, diz Casanova no prefácio de suas memórias. E, dando-me o sentimento este conhecimento, sei igualmente que deixarei de existir quando cessar de sentir.
Em suas memórias, Casanova relembra seus encontros amorosos. Hoje, uma dama da corte. Amanhã, uma prostituta cheia de pulgas. Uma donzela fervente de doze anos, ou uma flácida septuagenária. Cortesãs ou religiosas, nenhuma resistia a seu chamado. Fingia práticas mágicas durante dias para conquistar uma menina.
Permanecia horas encerrado num cubículo cheio de ratos, esperando que um marido abandonasse o leito da mal-amada. Na mesma França onde era fichado como ladrão, fundou o sistema lotérico. Compôs uma ópera em Valência, foi astrônomo e reformador do calendário na corte da tzarina da Rússia. Esteve encarcerado na prisão dos Chumbos, em Veneza. O relato de sua fuga deliciou as cortes de França. Apresentou-se na Espanha como reformador territorial. Veneza pediu-lhe um projeto sobre a tessitura da seda. Em Bolonha escreveu folhetos sobre Medicina.
Morreu de prostatite aguda sem nunca ter pretendido fazer literatura, é hoje um clássico. Nenhum historiador ou sociólogo que pretenda pesquisar o século XVIII pode deixar de lado suas memórias. Pois Casanova esteve em palácio e em prisão, em lares e estalagens, em conventos e prostíbulos, em cama de luxo e em camas piolhentas.
Casanova marcou um século e um continente.
E hoje, era dos jatos e dos antibióticos, as agências internacionais pretendem impingir como conquistador a figura de um presidente americano com ar de garoto-propaganda. Numa época em que muitas mulheres se entregavam ao charme do mísero proprietário de um Fusca, louvava-se a carreira amorosa de John Kennedy, que em sua vida teria conquistado (ou faturado?) 1.600 mulheres. (E o narciso ainda contava os abates!)
Segundo meus cálculos, fosse eu presidente dos Estados Unidos, encomendava duas por dia e resolvia o caso em dois anos, dois meses e dez dias.

CLOACAS DO PALÁCIO

Jáner Cristaldo (in memorian)

 A notícia vem de Paris – faz anos. Paris, nome que ainda evoca em pessoas ingênuas a idéia de sexo e pecado. Como se uma parisiense, pelo simples fato de ser parisiense, tivesse mais know-how — ou saber-como, como dizem os lusos — que uma gaúcha. Quando sabemos que certas aptidões não dependem de época ou lugar.

Vamos à notícia. Esteve reunido na terça-feira passada, no Théâtre de la Mutualité, o I Congresso Nacional das Prostitutas, com a presença de dois eclesiásticos, inclusive. As profissionais francesas, numa demonstração de invulgar espírito de classe, reclamam a regulamentação do ofício, protestam contra prisões arbitrárias e multas por ultraje ao pudor.

Tanto no Brasil como na França — como na maioria dos países — o exercício da prostituição não constitui crime. A legislação pune, isto sim, a pessoa que explora a prostituição de outrem. Os artigos 334 e 335 do Código Penal francês prevêm até cinco anos de prisão, a multa de 250.000 francos para o proxeneta e o fechamento definitivo do estabelecimento. Punições que permanecem praticamente em teoria.

Se a prostituição não é proibida por lei, e se é, por outro lado, a profissão mais antiga do mundo, como entender que ainda não tenha sido regulamentada?

A pergunta não preocupa apenas as profissionais. Tem sido estudada por sociólogos, juristas e legisladores. Em 1971, o deputado Sten Sjõholm apresentou no Parlamento sueco uma moção sugerindo a estatização dos bordéis. A proposição, fundamentada em razões de ordem sanitária e fiscal, não foi aceita, apesar do debate nacional provocado.

Sem precisar ir tão longe, o promotor gaúcho Ruy Barros apresentou, durante o 3.° Congresso do Ministério Público, uma tese sugerindo a legalização do ofício. Sua argumentação se resume, fundamentalmente, numa frase:

— É preciso tornar de direito aquilo que existe de fato.

Em nossa legislação, o artigo 229 do Código Penal proíbe a existência de bordéis ou a sua exploração. Além do contraditório (se a profissão não é ilícita, porque são proibidas as condições necessárias ao seu exercício?), o artigo é letra morta. Os bordéis estão aí, qualquer motorista de táxi sabe o endereço de, pelo menos, meia dúzia.

Segundo Otávio F. Júnior, a prostituição é uma atividade profissional cujo trabalho consiste em fornecer prazer sexual, pago e realizado de modo sistemático. Numa classificação geral de profissões, em que se tomasse como base categorial o objetivo do trabalho em relação ao comprador que dele usufruísse, a prostituta deveria se encaixar ao lado dos artistas plásticos (que dão prazeres visuais), dos músicos (que dão prazeres auditivos), dos massagistas (musculares), perfumistas, criadores de molhos e temperos culinários, decoradores etc. Numa chave mais geral se juntariam a escritores, cineastas, oradores, conferencistas, que também fornecem prazer, recebendo dinheiro, mas através de circuitos mais amplos.

Mas não são estes obscuros legisladores ou juristas os mais ilustres defensores da necessidade social da prostituta, e sim dois doutores da Igreja e arquitetos de nossa civilização ocidental e cristã. Disse Santo Agostinho:

— Suprimi as prostitutas e perturbareis a sociedade com a libertinagem.

E São Tomás, o Doutor Angélico:

Eliminai as mulheres públicas do seio da sociedade e a devassidão a perturbará com desordens de toda a espécie. São as prostitutas, numa cidade, a mesma coisa que a cloaca em um palácio; suprimi a cloaca e o palácio se tornará sujo e infecto.

JC-in memorian

O ATENTADO E A BAIONETA

Publicado em RedeBrasil.Net

Como de costume, a grande mídia divulga o que não dá para esconder, amplifica o que de seu interesse e oculta ou o que lhe joga contra seus anseios ou lhe dá muito medo.

É o caso da nomeação de um general para seu assessor especial, pelo atual presidente do STF, Toffoli, alçado ao poder no STF não pela competência jurídica, muitíssimo ao contrário, até porque não a tem, mas pela imposição política dos padrinhos, hoje criminosos e condenados, Dirceu e Lula, pústulas maiores da 6ª República.

De se dizer também que assim foi com o boquirroto laxante babão Gilmar Mendes (FHC; o empolado boca-mole Marco Aurélio Mello (nomeado pelo primo, o impedido Fernando Collor de Mello); e o comedor de frango no Demarchi de São Bernardo do Campo, com Luladrão a tiracolo, Ricardo Lewandowski, o amigão puxa-saco de petistas, a completar a tétrade nefasta e menor do STF.

Como todo comunista é rato, e ratos, como se sabe, são os primeiros a abandonarem o barco quando afunda, Toffoli alçou como “assessor especial” dele, na presidência, ao general 4 estrelas, na reserva, ex-comandante do Estado Maior das Forças Armadas, Fernando Azevedo e Silva.
Não há na história da 6ª República, nem mesmo da 5ª República, relativa ao período militar, ou que me lembre, desde os I e II Impérios, registro de um general de altíssimo escalão vir a assessorar o presidente do mais alto tribunal do país, a “convite” dele…

Ocorre que tenho lá minhas fontes, civis e militares, das quais não faço nomes e nem cito, até porque não há como certificar-se de sua veracidade, nem pela grande mídia, que sabe bem o quanto a seguir relato, nem por fontes independentes, da web, confiáveis.

Contudo, uma fonte e uma versão do porquê, vinda do meio militar, me parece digna de crédito, até mesmo porque lógica, encaixada nos fatos e que, por isso, passo a narrar.

Toffoli, ao tentar explicar, como de seu estilo, a nomeação do general para assessorá-lo, disse à imprensa que “a escolha se deu por habilidades e competências (do general), atendendo a critérios objetivos”, vagueando a resposta para não se comprometer. Ato contínuo, e recentemente, definiu o 31 de março de 1964 como um “movimento”, evitando as palavras “revolução” e “golpe”. Convenhamos que para um petista poderoso, agora de canequinha na mão, Toffoli mudou de bica…

O fato, ao que se diz, verdadeiro, é que na noite de 06 de setembro de 2018, dia do atentado político contra a vida de Bolsonaro, em Juiz de Fora, ocorreu uma reunião de urgência do Alto Comando das Forças Armadas, fato este noticiado pela imprensa, para a seguir, esvair-se o tema na mata cerrada noturna do silêncio sepulcral, tratando a imprensa de não cutucar a toca para não perturbar a onça.

A reunião foi presidida, como óbvio, pelo general 4 estrelas Eduardo Villas Boas, portando ele moléstia progressivamente paralisante que, de certo, lhe ceifará a vida, porque não tem cura, sabendo disso o general, todos os demais oficiais, de alta, média e baixa patente, e toda a tropa.

Apuradas todas as opiniões e vontades do oficialato, Villa Boas, com dificuldades notórias até para falar, naquela noite, altas horas, buscou aplacar os ânimos, porque já tinha oficial graduado pronto para pôr a tropa na rua em direção à Brasília.

O oficialato, especialmente um, da ativa, declarou em alto e bom som, para quem quisesse e não quisesse ouvir, que não haviam mais poderes republicanos, que o Executivo e o Legislativo federais haviam perdido toda e qualquer legitimidade para governarem o país, transmudado em baderna, em caos, em frangalhos, e que permanecia intransigente na posição de aniquilar a 6ª República, colocando-a ao chão, tomando Brasília, pelas armas, antes fosse tarde demais, até porque havia o risco do STF, aparelhado pelo PMDB (MDB), PT e PSDB, libertar ao Lula e demais réus da Lava-Jato, colocando-os na rua para fazerem campanha, acuando assim, mais ainda, a candidatura de Bolsonaro, sobrevivesse ele, ou não, ao atentado, até porque a soltura de Lula chamaria todas as atenções para o fato, desviando-se a atenção pública do tentado assassinato de Bolsonaro, àquela altura, lutando para sobreviver.

Passava das altas horas quando a solução provisória foi sugerida por um pequeno colegiado de militares moderados:

Colocar um general da reserva, porque se fosse da ativa, ofenderia e o clamor seria muito maior, que conhecesse a tropa e o oficialato, e fosse calmo, convincente, culto, político e cerebrino, no seio do STF, recaindo a escolha sobre Fernando Azevedo e Silva.

Votada a indicação, vencedora a tese de Villas Boas, de moderação e de se aguardar os acontecimentos, insinuando-se assim, no único poder que sobrou, de fato, o STF, um par, um interlocutor válido, possibilitando, com ressalvas dos contrários, a continuidade do processo eleitoral, indicando-se para a missão Azevedo e Silva, pois que este já havia ocupado cargos de ajudante de ordens de Fernando Collor de Mello e assessoria parlamentar, fazendo então a interlocução entre a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, junto ao Poder Executivo Federal, justificando-se a indicação pelas “habilidades e competências” do general, depois alardeadas por Toffoli junto à imprensa, quando indagado a respeito.

Dia seguinte, Villas Boas agendou com Toffoli um almoço. Entre uma taça de vinho tinto europeu sorvida por Toffoli e um copo de água mineral de Lindóia sorvido por Villas Boas, veladamente sussurrou-se a Toffoli de todo o descontentamento e intranquilidade das tropas, muito agitadas nos quartéis, e que, para acalmar os ânimos, “aceitasse” ele a indicação de um “assessor especial”, sem qualificação jurídica alguma, exatamente Azevedo e Silva, ao seu lado.

A missão de Azevedo e Silva não seria aconselhar a Toffoli sobre o que fazer na presidência do STF, mas sim, e sobretudo, o que NÃO FAZER, evitando-se assim o tão somente sugerido precipício, da tomada iminente do poder pelos militares, dados o caos e o atentado.

Toffoli sentiu a rédea curta e o bafo do cavaleiro em sua crina, e fazendo aquela pose de ser superior, sem titubear, e sentindo a bunda gelada pela possível tomada da poltrona, sorriu e de bom grado, “aceitou”…

Por esta razão, a 2ª Turma do STF anda na miúda. Por isso, o dissidente comprometido Lewandowski tentou permitir a entrevista do “padrino” Lula à ‘Folha de São Paulo’ por Mônica Bergamo, e para o jornalista petista engajado Florestan Fernandes Júnior, da TV Brasil, tendo sido contrariado de imediato por Fux e por Toffoli, arriando assim a pretensão espúria de influenciar, mais uma vez, não bastasse o atentado, o processo eleitoral, enquanto saia esbravejando, espumando, vermelho de raiva, ameaçando levar ao público o “desvio de função do STF”…

A imprensa tem dourado a pílula, a poder engoli-la junto ao público, afirmando que a indicação inseriu uma espécie de “poder moderador” (Cristiana Lobo – Globo News) no rachado STF. Nada disso. O poder é interventor, mesmo.

Como dizia meu nonno Emendabili:

– Manda quem pode, obedece quem tem juízo…

Paulo Emendabili Souza Barros De Carvalhosa – 04/10/2018