O ESTUPRO COLETIVO E OS

Por João César de Melo, publicado pelo Instituto Liberal

O PT se gaba de ter promovido grandes avanços sociais. Seus defensores mais cretinos chegam a dizer que Dilma “foi afastada por seus acertos”. Pergunto: Quais? Reproduzindo dados já expostos em artigo anterior, a pobreza aumentou, 33 milhões de brasileiros encontram-se abaixo da linha da pobreza, 39,5% das pessoas aptas a trabalhar não possuem o ensino fundamental, 13 milhões são analfabetos e apenas 5% dos estudantes da rede pública saem do ensino médio com conhecimentos básicos em matemática. Na saúde, foram desativados 23,5 mil leitos do SUS nos últimos 5 anos, o equivalente a 7% do total. O Brasil continua sendo o país mais violento do mundo. Metade da população continua sem acesso a rede de esgoto. Em qualidade de infraestrutura, o Brasil ocupa a 112° posição entre 144 países.

Na economia, basta citar os R$ 170 bilhões de rombo nas contas do governo como resultado do “melhor momento econômico da história”, como dizia Lula.

O fato é que o PT não promoveu nenhum avanço social. O caso do estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro, dias atrás, nos oferece um novo ângulo da tragédia brasileira.

Ao contrário dos panfletos que se proliferaram no facebook pedindo o “fim da cultura do estupro”, o Brasil não tem essa cultura. Grande parte da Índia, da África e do Oriente Médio têm. O Brasil não. Aqui, estupro é visto por todos como crime. Estupros ocorrem, mas são feitos nas sombras, por indivíduos deslocados, psicopatas. Nenhum estuprador se vangloria publicamente de seus feitos. O que ocorreu no Rio de Janeiro foi uma farra, mais uma típica farra brasileira na qual os personagens não têm noção da gravidade de seus atos, acham graça, sentem orgulho.

O caso: Uma menina de 16 anos de idade se relacionava com um dos estupradores desde os 13 anos. Consumia drogas. Foi até a casa do sujeito por livre e espontânea vontade. Lá, foi dopada e abusada por mais de 30 homens com idade média de 20 anos. Logo em seguida, alguns deles publicaram em seus próprios perfis no facebook o vídeo do crime. Fizeram piada. “Amassaram a mina, intendeu ou não intendeu? Kkk”, foi o título da publicação, destacando-se também pelo erro de português que demonstra o nível de instrução do criminoso − o mais perfeito retrato da sociedade que existe debaixo do tapete mágico do PT.

Três semanas atrás, um bandido de 18 anos de idade também utilizou o facebook para fazer piada sobre a adolescente que ele havia matado na Linha Amarela, no Rio de Janeiro. Bastam duas ou três perguntas aogoogle para termos diante de nós uma longa lista de casos de jovens de periferia que manifestam o quanto se divertem com os crimes que cometem. Quem quiser se aprofundar, pesquise nos sites pornográficos os vídeos que adolescentes publicam com eles mesmos transando em escolas públicas. Quem não quiser ir tão longe, volte ao google e veja a lista dos casos de agressões à professores, de brigas e até assassinatos entre os próprios alunos; e também as orgias nos bailes funks e as adolescentes grávidas que em muitos casos sequer sabem quem são os pais de seus filhos.

Qual a origem disso?

Um governo que optou por uma educação que não cobra responsabilidade dos alunos, que não cobra que os jovens respeitem seus pais, seus professores, seus colegas, o espaço onde estudam e a cidade onde vivem. Uma educação que prega a liberdade sexual para crianças de 10 anos de idade. Uma educação sem formalidades, que ao mesmo tempo em que rejeita o aprendizado de matemática, de línguas e de ciências, permite que as festas das escolas sejam embaladas a funk proibidão, aquele que exalta o sexo e o crime. Uma educação que menospreza a alta cultura valorizada pelas classes mais altas e supervaloriza a “sub-cultura” dos guetos, como já descreveu o psiquiatra Theodore Dalrymple. Uma educação que diz que ojovem pobre e negro tem o direito de fazer ele mesmo as “reparações históricas” que julga necessárias – arrastões, pequenos furtos etc.

A educação brasileira sempre foi uma tragédia, mas nunca antes na história do Brasil a delinquência foi tão estimulada.

Quem não se lembra de que ao final do governo FHC a extrema-esquerda brasileira condenou o PSDB por não ter resolvido todos os problemas do Brasil em 8 anos? Eu me lembro.

Quem não se lembra de que a própria esquerda sempre fez questão de dizer que educação pública molda as relações sociais? Eu me lembro. Por tanto, nada mais justo do que avaliar os 13 anos de governo petista sob essa ótica.

O que o PT deixa?

Uma sociedade de delinquentes. Uma sociedade onde os pais não se preocupam com os filhos, onde os filhos não respeitam os pais, onde os jovens não respeitam ninguém.

O PT deixou os mais pobres ainda mais distantes dos mais ricos.
Instituto Liberal 

João Cesar de Melo

Roma e seus deuses; Deus…

Roma e seus deuses; Deus e seu filho Jesus – (primeira parte)

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Roma antiga não perdoava a quem tentasse quebrar suas normas e tradições. Mas não conseguiu encerrar no esquecimento uma nova linha recorrente, seita quê tomou força com o julgamento e crucificação do nazareno Jesus, filho espiritual de Maria e de José, pai sublimado.

A inaceitável doutrina apregoada por um jovem nazareno defendia a igualdade e a justiça social. Buscava socializar o sentimento de um novo divino pregado por profeta do povo. Esse fato que soava como injução do errado sobre o certo, da verdade sobre os mitos, contrariava sobremaneira a autoridade vigente e a existência das divindades veneradas de então.

Mais tarde na segunda metade do Século II, Celso, um nobre romano viria a se rebelar contra o cristianismo sob a alegação de se-lo um estado dentro de um estado. Arrazoava impertenência e intolerância a quem não se dobrasse ao estado verdadeiro, Roma: “Há uma raça nova de homens, nascidos ontem, sem pátria nem tradições, unidos contra todas as instituições religiosas e civis, perseguidos pela justiça, universalmente marcados de infâmia, mas que se vangloriam da execração comum”. 

Cristãos no extremos da catequese, se consideravam o próprio evangelho reencarnado. Desprezavam todos os viventes não ungidos pelo não bem explicado Deus único aos romanos e ao mundo em redor. Tese que renegava até Jeová o proto-criador Deus dos judeus. Logicamente renegariam muito mais os deuses egípcios, gregos e romanos.

O pensamento celseano dessas reflexões obra coletânea em “O Discurso Verdadeiro” foi queimada publicamente pela congregação nova igreja.

Mas traduziu e produziu herança em o”Contra Celso” de Orígenes, teólogo cristão, contrariando Celso. Mas assim descontruindo o nobre romano, perpetuou a história de Roma contra os Cristãos na visão do próprio Celso.

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SOBRE A GIOCONDA E O BELO
por Janer Cristaldo

Leio no Estadão reportagem de Juliana Faria:

“Uma pesquisa britânica mostrou no mês passado que, se você apresentar para o público frases de uma revista masculina e depoimentos de estupradores, ninguém consegue perceber a diferença. Agora, ganhamos mais um exemplo dessa afinidade. Uma revista brasileira voltada para homens lançou uma campanha publicitária chamada Manifesto pelo Homem Livre, baseada em pesquisa de agência que encontrou uma tal “masculinidade sufocada” entre eles. Nunca explicou direito o que é que está, de fato, sufocando os pobres coitados, mas já inspirou bandeiras como “sim, adoramos ver uma bela bunda passar” e “como casamento dá trabalho, deveríamos receber um mês de férias por ano”.

Não imagino qual seja a revista brasileira. Mas nada tenho contra a primeira bandeira. Quanto à segunda, casamento só dá trabalho se o fulano escolheu a pessoa errada. Se escolheu a certa, é paraíso o ano todo. Voltemos à bunda que passa.”

A linha preferencial do universo é a curva, dizia Ney Messias. Curvos são os planetas, curvas são suas órbitas e curvas são as elipses dos meteoros e cometas. Impossível imaginar uma órbita quadrada. A cada quebra de ângulo, o solavanco jogaria no espaço boa parte do planeta.

Prefiro mil vezes a contemplação de um traseiro vem torneado que aquele sorriso muito sem graça da Gioconda, venerado por milhões de turistas, sei lá por quê, afinal da Vinci tem obras bem mais interessantes. Sem falar que para contemplar a moça é preciso pagar. A contemplação dos glúteos é gratuita.

Quando são belos, soltos, sorridentes, eu me viro sim. Mas jamais com olhar lascivo, e sim com o pasmo de quem contempla uma bela obra da natureza. Jamais dirigi qualquer piropo à transeunte alguma nessas ocasiões, soa agressivo. Contemplo e reservo meu deleite para mim mesmo, sem que a moça que me encantou sequer fique sabendo. Mas não resisto à beleza de um rosto, quando é abusiva. Há algum tempo, no café da esquina, vi uma mulher belíssima numa mesa, asiática por seus pômulos, uma boca de Angela Jolie. Não resisti. Sem nenhuma segunda intenção, ao sair aproximei-me dela: permita-me uma observação, você é linda.

Ela ganhou seu dia e eu o meu.

Ainda há pouco, uma dessas belas desfilava sua beleza em minha rua. Dois velhotes judeus, de quipá, vinham em sentido oposto. Disseram algo. Não sei o que foi, mas deve ter sido muito elegante. A moça derreteu-se em um sorriso largo, aprumou-se e caprichou ainda mais no movimento das ancas, em um gentil bônus aos filhos de Davi.

Há um bistrô em São Paulo, do qual temos uma visão do futuro. É a Mercearia do Francês, com vista para o cemitério da Consolação. Não que seja o meu futuro, pois não pretendo legar minha carcaça aos vermes. Mas gosto de cemitérios, transmitem paz. É um dos motivos que me levam ao bar.

Há alguns deparei-me na Mercearia com outro desses portentos. Tinha um sorriso divino e conversava com uma amiga. Também não resisti. Pedi para sentar-me, confessei meu fascínio por seu sorriso e já começava a levantar-me quando ela encetou um diálogo. Interrogou-me, queria saber de minha vida, e fiz um desses resumos rápidos e abrangentes, como os que fazemos quando conversamos com algum passageiro de trem e avião. A vida inteira em poucas palavras. Foi a vez dela começar a encantar-se, para desconforto da amiga. Passei-lhe meu cartão e, desta vez, realmente me interessei por ver por mais vezes aquele sorriso. Mas não tive retorno. Pelo jeito, a virago ao lado vetou-lhe qualquer contato.

Em Paris, há muitos anos, tropecei com um desses prodígios, no Café de L’Odeon. Além de ser linda, portava um chapéu todo de flores, que evocava os jardins suspensos da Babilônia. Vous êtes belle – disse. Ela assentiu com um gesto mudo e a certeza de que eu tinha toda razão. Pedi para tirar uma foto. Era o que ela queria. Estava ali para ser bela, ser contemplada naquela esquina do mundo. Soit belle et tais-toi, dizem os franceses. Era o que ela fazia. Era bela e não disse palavra. Sorriu feliz e o jardim todo que encimava sua cabeça balouçou em agradecimento.

A última vez foi em um de meus restaurantes diletos, a uma quadra de onde habito. Era alta e forte, toda cheia onde devia e sua presença, que anulava a de suas amigas, estava sensivelmente perturbando o ambiente. Não havia olho que desgrudasse da moça, esperando sua saída para ver o conjunto da obra. Ela então saiu. Se o Stalone não fosse um bofe, diria que era o Stalone versão feminina. O bar silenciou. Altaneira, desfilou pelo corredor entre as mesas, ciente das razões do silêncio. Confesso que não consegui decidir se era mais linda quando vinha ou quando ia.

Volto à parte inicial. Há quem goste de traseiros volumosos. São pessoas que estão longe de descobrir o bem-bom. A bunda não é uma enteléquia solta no espaço. Exige entorno. No caso, a cintura. Pode ser diminuta. Se a cintura afinar, se opera o milagre da atração. Por que razões, não sei. Há quem diga que tal conformação é garantia de uma robusta maternidade, e isso garante a prole do macho. Li inclusive um cálculo matemático sobre as proporções áureas entre cintura e bunda. Esqueci os números. Tanto faz. Jamais me ocorreria pegar uma fita métrica e medir a moça para ver se era o que mais gosto. Meu metro é meu olhar.

De minha parte, estou liberto desse condicionante biológico. Nunca quis filho, muito menos prole. Mas, seja de experiência própria, seja do relato de amigos amantes do bom esporte, intuo que a cintura é complemento do qual depende a beleza dos glúteos. Don Giovani, mais eclético, não fazia muita distinção a estes detalhes.

Vuol d’inverno la grassotta,
vuol d’estate la magrotta;
è la grande maestosa,
la piccina è ognor vezzosa …

Delle vecchie fa conquista
per piacer di porle in lista;
ma passion predominante
è la giovin principiante.

Noti si picca se sia ricca,
se sia brutta, se sia bella;
purché porti la gonnella,
voi sapete quel che fa!

Quando jovem, gostava das grassotas e das grandes maestosas. A idade refina o palato. Nos últimos anos, minhas diletas foram as piccinas.

Fugi ao tema. Em suma, não vejo nada de machismo em contemplar um belo traseiro. A beleza existe para ser contemplada. Mil vezes mais prazeroso uma bundinha empinada que aquele sorriso idiota da Gioconda no Louvre.

  • Enviado por Janer @ 9:45 PM

OS DEUSES PRECURSORES 

Janer Cristaldo

1. JEZEUS CRISTNA 
Livro que recomendo para estes dias em que se celebra a morte infamante do Cristo: Pablo de Tarso, ¿Apóstol o Hereje?, da espanhola Ana Martos. Apesar de alguns lapsos, como falar da existência de três reis magos na Bíblia – o Livro fala apenas de magos, jamais diz que são reis e muito menos que são três – Martos faz importantes reflexões sobre as origens do cristianismo e sobre a heresia de Paulo. 

Para começar, segundo a autora, os poemas e livros sagrados hindus, que narram o mito do primeiro casal que desobedeceu e foi expulso do paraíso terrenal do Ceilão, afirmam que Brahma finalmente os perdoou, mas que, posto que era um deus, conhecia de sobra a natureza humana e soube de antemão que continuariam pecando e ofendendo-o, porque o mal já havia entrado no mundo e não era fácil tirá-lo dali. Por isso, decidiu enviar Vischnu, a segunda pessoa da Trindade, para que se encarnasse no ventre de mulher mortal e redimisse o gênero humano do mal e da morte eterna. Vischnu se encarna mais de uma vez. Sua oitava reencarnação foi Cristna, e a nona, Buda. 3500 anos antes de nossa era, Cristna nasceu de mãe virgem, tendo sido profetizada sua vinda ao mundo pelos livros santos. Acho que o leitor já conhece história semelhante.

Adelante! A concepção da mãe de Cristna foi marcada pelo divino. Vischnu apareceu em sonhos a uma mulher justa e boa chamada Lakmy, que esperava um filho, advertindo-a que daria luz a uma filha, que seria eleita por Deus para ser mãe do futuro redentor do mundo. A criança deveria chamar-se Devanaguy e não deveria conhecer varão, mas permanecer virgem e entregue à oração.

Anos depois, Cristna foi concebido milagrosamente durante uma cena mística, na qual Devanaguy entrou em êxtase enquanto orava fervorosamente, ofuscada pela luz e esplendor do espírito divino que se encarnou em seu ventre. Mas Rausa, tirano e tio de Devanaguy, foi advertido em sonhos de que a criança que nasceria de sua sobrinha o destronaria algum dia e a encerrou em uma torre.

Nove meses depois chegou o momento esperado do parto e, ao primeiro gemido de dor da parturiente, um forte vendaval a elevou milagrosamente e a transportou até a cova do pastor Nauda, onde nasceu um menino a quem deram o nome de Cristna.

Todos os pastores acudiram a adorá-lo e a atender a mãe e o filho, mas Rausa soube que a criança havia nascido fora de sua prisão e, enfurecido, mandou degolar todos os meninos que tivessem nascido naquela noite. Devanaguy recebeu a advertência celestial e fugiu com o menino para colocá-la a salvo da degola, quando os soldados do tirano se aproximavam perigosamente.

Passaram-se os anos e Cristna, a criança celestial, cumpriu dezesseis. Chegou então o momento de abandonar a proteção materna para percorrer a Índia e predicar uma nova moral. Uma moral que a todos impactou, porque se atreveu a proclamar a igualdade entre os homens e inclusive, com coragem, entre as castas hindus, algo que ninguém até então havia sido capaz de mencionar. E não só isso, mas também pôs em destaque a hipocrisia dos sacerdotes brâmanes, o que lhe valeu sua ira e suas contínuas perseguições.
Quando foi necessário, Cristna realizou o milagre de curar enfermos e leprosos, fazer andar os paralíticos, devolver a visão aos cegos e inclusive ressuscitar os mortos. Muita gente o seguiu porque sua doutrina falava de bondade, de ajudar e amar-se mutuamente e de socorrer os frágeis e inválidos. Ensinou que é preciso amar aos demais como a si mesmo, que é melhor devolver bem por mal e que a melhor forma de viver é praticar a caridade e todas as virtudes.
Disse ter vindo ao mundo para redimir os homens do pecado de seus primeiros pais, rodeou-se de discípulos que continuariam seu trabalho e ensinou sua doutrina através de parábolas. Certa ocasião, Cristna teve de repreender o principal de seus discípulos, Ardjuna, por sua escassa fé, já que ele e outros seguidores entraram em pânico quando sentiram aproximar-se os esbirros do tirano. Mas Cristna soube infundir neles novo ânimo, mostrando-se com todo seu divino resplendor da segunda pessoa da Trindade divina. Após sua transfiguração, seus discípulos começaram a chamar-lhe Jezeus, que significa “nascido da essência divina”.

Quando soube que havia chegado sua hora, retirou-se a um lugar para rezar, proibindo a seus discípulos que o seguissem. Submergiu no rio Gânges e logo ajoelhou-se às suas margens, recostando-se a uma árvore e esperando sua morte. Enquanto rezava, chegaram os soldados do tirano e os esbirros dos sacerdotes e um deles feriu-o com uma flecha. Para que terminasse de morrer, o dependuraram em uma árvore para que o devorassem os animais selvagens.

Seus discípulos o procuraram ansiosos quando souberam de sua morte e correram para apanhar seus restos, mas nada encontraram porque o filho de Deus havia ressuscitado e voltado aos céus.

Isto aconteceu 3500 anos antes de nossa era. Qualquer semelhança com aquela outra história não é mera coincidência. Continuo mais tarde o relato dos demais mitos anteriores ao cristianismo, feito por Ana Martos.

2. AGNI E MITRA 

Segundo a autora, encontramos mais um mito precursor nos Veda, os livros sagrados da Índia revelados pelo próprio Brahma e compilados por Vyasa, que datam do século XIV antes de nossa era. Traduzo.

Agni nasceu no 25 de dezembro, solstício de inverno, tendo sido sua vinda anunciada ao mundo por uma estrela no firmamento. Desde então, quando reaparece, os sacerdotes anunciam a boa nova ao povo e repetem o rito do descobrimento do fogo, esfregando os lenhos cruzados, até que surge a chispa como uma criatura celestial que colocam sobre palhas para que prenda fogo. Os sacerdotes levam até o berço de palha uma vaca que leva a manteiga e um asno que leva o soma, um licor alcoólico de cor dourada, com os quais alimentam a pequena chama, à qual chamam criatura.

No ritual, os sacerdotes lhe oferecem pão e vinho e cada fiel recebe uma pequena partícula da oferenda, que contém parte do corpo de Agni, nome que se transformou em Agnus, cordeiro em latim, no contato com o povo romano. O cordeiro que se oferece a Deus como vítima propiciatória pela redenção dos homens, o cordeiro de Deus, Agnus Dei.

O nome de Agni significa “unção”, que em grego se diz “cristnos”, de onde procede “cristo”, o “ungido”, o Messias judeu e cristão dito em grego, porque em hebraico se mashiakh, que se translitera como messias. Os dois lenhos cruzados são a cruz onde se gera o fogo, o Sol, que é a origem do deus segundo o dogma ariano de uma trindade composta pelo Sol, pai celeste; o fogo, encarnação do Sol e o espírito, sopro de ar que acende a chama.

Nos conta a autora que a Índia teve um outro deus, não tão importante, mas que passou ao panteão persa – e depois ao romano – com todas as características de um deus principal. Seu nome era Mitra, também chamado o Senhor, e fez nascer com suas flechas a fonte eterna do batismo, já na Pérsia. Nasceu de mãe virgem, em um 25 de dezembro, a festa mais importante da religião dos magos persas. Seu nascimento foi anunciado por uma estrela que apareceu no Oriente e os magos acudiram a adorá-lo, levando-lhe perfumes, ouro e mirra. Mitra morreu no equinócio da primavera, em março, para ressuscitar triunfante no terceiro dia.

Na religião mitraica, que primeiro foi hindu, logo persa e finalmente foi adotada por Roma como religião oficial, Mitra, que originalmente foi o ministro principal do deus Ormuz, venceu o touro que simbolizava a vida, arrastou-o a uma cova e lá o degolou para beber seu sangue, porque de seu sangue surgiu a vida e de sua carne se originaram todos os animais e todas as plantas. Por isso, Mitra se converteu em criador do universo e, ao mesmo tempo, em mediador entre Ormuz e o ser humano. Os ritos de iniciação nos mistérios de Mitra incluíam batizar o neófito com sangue de touro sacrificado em um lugar mais elevado, de onde o sangue manava para banhar o iniciado. A iniciação começava com o batismo e terminava com a comunhão, em que se consumia a carne do touro com água, pão e vinho. O pão e o vinho se consagravam previamente com uma fórmula mística que os converteria em corpo e sangue do deus. O culto de Agni surgiu 1400 anos antes de nossa era. Qualquer semelhança com aquela outra história não é mera coincidência.

3. OSÍRIS, DIONISOS E SERAPIS 

Ana Martos vai adiante e envereda pela mitologia egípcia. Os Textos das Pirâmides mostram que Osíris oferece seu corpo como pão de vida e seu sangue como vinho. “Tu és o pai e a mãe dos homens que vivem de teu sopro, comem a carne de teu corpo e bebem teu sangue. O que come tua carne e bebe teu sangue viverá eternamente”.

Os gregos identificaram Osíris com Dionisos, o deus encarnado, o salvador, filho de Deus, nascido de uma mulher mortal, em um 25 de dezembro, em uma cova humilde onde pastores o adoraram. Osíris Dionisos oferecia a seus seguidores o renascimento para a vida eterna mediante a imersão ritual na água. Em sua vida terrena converteu a água em vinho durante uma cerimônia nupcial. Entrou triunfalmente na cidade montado em um asno, enquanto as pessoas brandiam palmas. Morreu na Páscoa (na primavera) pelos pecados do mundo, desceu aos infernos e ressuscitou no terceiro dia para ascender glorioso à sua morada celestial, de onde descerá ao final dos tempos para julgar os homens bons e os maus. Dionisos, como Baco e, em alguns cultos, Orfeu, foi crucificado pelos pecadores, mas não em uma cruz de dor, senão em uma cruz de salvação, porque a cruz é símbolo e totem de muitos povos. Sua morte e ressurreição se celebravam com um ágape ritual com pão e vinho que simbolizavam sua carne.

A conversão do pão e do vinho em carne e sangue do deus era um ritual tão popular que Cícero, cético, chegou a protestar em De natura deorum e a perguntar se alguém podia estar tão louco para acreditar que o que ingeria era a carne e o sangue de um deus.

O culto a Osiris se ampliou e se aperfeiçoou durante o período helenístico, no qual o Egito esteve governado pelos gregos, para configurar uma nova divindade cuja morte e ressurreição assegurava vida eterna a seus fiéis. Unindo todas estas facetas, Ptolomeu I proclamou a religião de Serapis no Egito como religião oficial imposta, não espontânea como a de Isis ou Adonis, mas mantendo a tolerância em relação a outros deuses e outras religiões. Serapis era a união de Osiris e Apis, dois deuses egípcios que naquela época já incorporavam os aspectos do deus grego Dionisos, pelo que se proclamou Redentor filho da Trindade egípcia.

Serapis nasceu de mãe virgem no solstício de inverno, morrendo no equinócio da primavera para ressuscitar no terceiro dia. Não escapou de ameaças de morte, o que obrigou sua mãe, a virgem Isis, a fugir com o filho, montada em um asno. Isso sem falar da imagem de Orfeos Bakkikos, a primeira que se conhece de um deus crucificado, utilizada nos mistérios órficos e dionisíacos celebrados no Mediterrâneo… desde o século VI antes da era cristã.

Conhecemos essa história, não? É a do cara aquele que nasceu num 25 de dezembro de mãe virgem, foi anunciado por anjos, curou enfermos e leprosos, fez andar os paralíticos, devolveu a visão aos cegos, transformou água em vinho e ressuscitou mortos. Sua doutrina falava de bondade, de ajudar e amar-se mutuamente e de socorrer os frágeis e inválidos. Ensinou que é preciso amar aos demais como a si mesmo, que é melhor devolver bem por mal e que a melhor forma de viver é praticar a caridade e todas as virtudes. Desafiou os sacerdotes de sua época, foi crucificado, morto e sepultado e ao terceiro dia ressurgiu dos mortos. 

Se alguém ainda acha que isto não é ficção de hábeis sacerdotes, que se vai fazer?
Janer Cristaldo

O falador contumaz geral da nação está mudo! (?) – Essa e outras…

Tem tudo a ver com os silencios do STF e, pior, de Sergio Moro, o bom carrasco. Lula está desorientado por não saber em que pé andam os processos movidos contra seus familares e o dele próprio. A segunda condenação de Zé Dirceu contribuirá para o terror de amanhecer com Policia Federal tocando a campanhia de sua residencia com mandado de prisão em mãos. As bravatas deram lugar a reflexão tardia do que não deveria ter dito e insuflado nos palanques e mídias. O peso da solidão auto imposta também aponta para problemas mentais e recidiva do câncer, o quê é negado pelo Instituto Lula e por Rui Falcão, presidente do PT.  Mas a inconstabilidade fatual renega o que se prega como negação de um e do outro. 

Aos poucos e homeopaticamente os capos covilantes dos PT e IL, vão abrandando as fala nas declarações da inocencia partidaria como mea culpa nos desmandos e crimes eleitorais perpetrados desde sempre (do primeiro governo Lula até o Dilma quê se encerra), antes veementes negados. 

Vou mais além. Se se der a prisão de Lula o PT jogará toda a responsabilidade para anta que em nome de uma vitrine mundial pra seu nome como Dilma Rousseff a primeira mulher presidente do Brasil,  caiu na esparrela de aceitar um cargo para o qual não estava absolutamente preparada!

freiconvento

PT agoniza no Brasil inteiro

A debandada dos prefeitos desde o impedimento de Dilma é impressionante. O partido tende a ser nanico antes da extinção. Cento e trinta e cinco deles já deixaram o PT. O processo continua. Eram, após as últimas eleições municipais, 638 prefeituras comandadas em nome desse covilato criminoso. Pelo menos 250 dos 503 remanescentes já negociam a troca da legenda. O ocaso da sigla é inevitável. 
O último a se desfiliar que apague a luz vermelha!
freiconvento

A Noite das Castanhas

Estórias da Igreja Católica III – A Noite das Castanhas

por freiconvento

O Papa Alexandre VI (Rodrigo de Bórgia) foi eleito as custas de votos comprados, reza a história. 

Comemorou o feito numa festa a la bacanal regada a muita luxúria, vinho, prostitutas, sexo grupal explicito e outras aberrações  para deleite da Corte Vaticana que comparecera em peso.

Sessenta dançarinas versadas em prostituição e aprovadas com selo de excelencia emitido à boca miúda pela nobreza da Cúria Romana, fizeram as vezes da casa num espetáculo bailante de fazer inveja as putas asiáticas de nossa era…

Primeiro dançaram vestidas. Ou quase. Depois, completamente nuas!

Naquele segundo ato após o já Papa Alexandre VI espalhar castanhas por todo o salão-palco, as mulheres-damas, de todo respeito, se acocoravam e numa apresentação de rara beleza e plasticidade, cada uma delas  recolhia somente com a habilidade conferidas pelos grandes lábios de  suas bucetas (precursoras da atual dança das garrafas de vinho e outros etílicos onde as rolhas são retiradas),  para delírio dos presentes e gáudio do patrono, Sua Santidade Papa Alexandre VI.

O terceiro ato fora reservado para machos virís que tivessem tesão para numa disputa sexual aquele que fodesse o maior número de prostitutas seria o premiado com o galardão FODEDOR DAS CASTANHAS, a ser reconhecido em todas as casas suspeitas das lindes sociais européias. Diplomação única, exclusive! 

Alexandre VI também seria póstero por seu lema familiar: “Família que fode unida é mais incestuosamente feliz!”: Fodia com a filha Lucrecia Borgia; 

Cardeal Cesar Borgia, filho de sangue de Rodrigo Bórgia (Papa Alexandre VI), a mesmo tempo, fodia a irmã Lucrecia Bórgia! 

Lucrécia teve vários casamentos. O primeiro foi anulado por questões legais e morais. Por ter apenas 13 anos de idade, não pode ser consumado. Por um ano ficaram em endereços diferentes. Mas Lucrécia se manteve ativa transando com as mãos na cabeça pra não perder o juízo… Quem sabe, seu último reduto poderia lacrado com teia de aranha por falta de uso? Então deitou-se com deuses e o mundo. 

Era mulher sábia de cultura generosa. Uma das tias zelara por sua excelente educação.

Pra encurtar e deixar essa história ficar mais enfadonha, vamos encontrar Lucrecia em seu leito de morte em decorrencia do ultimo parto. Nessa época tinha se convetido a decencia como tantos que se dedicaram a vida devassa e nojenta, quais ao pressentir o chamado do céu ou do inferno, se arrependem.

Mãe de 9 filhos, morreu jovem aos 39 anos. Foi levada ao túmulo vestida com o hábito sacerdotal.

freiconvento