Bebezinho de apenas 17 dias de nascido tem a perna amputada por descaso médico em hospital do Rio de Janeiro

Bebê sofre amputação após falha em cirurgia

Jornal do Commercio Recife – Uma recém-nascida de 17 dias teve uma das pernas amputadas na última segunda-feira, seis dias após sofrer uma queimadura durante uma cirurgia no Instituto Fernandes Figueira (IFF), no bairro do Flamengo. Camile Vitória Nascimento nasceu em 21 de fevereiro com hidroanencefalia grave – ausência dos hemisférios cerebrais, que são substituídos por bolsas cheias de líquido – e precisou ser operada. Durante o procedimento na cabeça da menina, que durou pouco mais de 20 minutos, segundo a família, uma placa colocada para a utilização do bisturi elétrico teria queimado a perna direita do bebê.

A avó de Camile, a merendeira Maria da Penha do Nascimento, 45 anos, acusa os médicos de terem demorado para informar a gravidade do quadro do bebê. “Quando chamei a enfermeira, depois de duas horas de espera, eles disseram que tinha ocorrido um acidente e que a minha neta tinha se queimado, mas não imaginei nada tão sério. É um absurdo”, disse.

A mãe de Camile, Karen do Nascimento, 20, está convencida de que houve descuido: “É muito difícil pegar um filho no colo, bem, dar de mamar e depois saber que ele está entre a vida e a morte”.

Camile continua internada no IFF. A direção do hospital informou que está investigando o caso para tomar as medidas cabíveis. O Conselho Regional de Medicina disse que abrirá uma sindicância para apurar o atendimento prestado ao bebê.

Já a assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que os médicos que participaram do procedimento foram intimados a prestar esclarecimentos na próxima segunda-feira.

Segundo especialistas consultados pelo jornal Extra, sob anonimato, só uma perícia técnica poderá esclarecer o que aconteceu. Um neurocirurgião comentou que existe a possibilidade de a placa não ter funcionado bem no momento da cirurgia. “Em geral, a placa é usada ao lado do paciente justamente para evitar de passar a corrente e acontecer uma queimadura como esta”, especulou. “Foi uma fatalidade e isso não é tão raro de acontecer, mas a equipe precisa estar atenta. O equipamento poderia estar desregulado, com uma frequência de carga incompatível com o paciente, ou até com a manutenção atrasada. Essas coisas precisam ser checadas antes das cirurgias”, explicou um cirurgião pediátrico.

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