“Sou o sacerdote de um deus: Eu mesmo.”

O conceito pertence a Ferdinand Lassale (1825-1864), contemporâneo de Karl Marx. Mas é espelho para o petismo de hoje. Fato que comprova a clonagem barata do pensamento do precursor da social-democracia, para a personalidade maculada do carro-em-chefe do PT, Lula da Silva.

Em 1845 escreveu uma carta na qual dizia: “Na medida em que eu possa ter sob meu poder o íntimo de um ser humano, dele abusarei sem piedade. Sou servidor e defensor de uma idéia, sacerdote de um deus: Eu mesmo. Fiz-me ator, escultor, todo meu ser manifesta minha vontade, revela a expressão que lhe quero dar. A modulação de minha voz, o brilhante faiscar de meus olhos, cada frêmito de meu rosto, tudo deve acolher servilmente a marca de minha vontade”.  

Lula foi induzido a esse erro histórico quando vestiu a carapaça lassaleana. Inocentemente? Aparentemente, sim. Sua ojeriza aos estudos e a leitura, desautoriza-o ao conhecimento do conceito. Mas a preponderância é que a catequese dos intelectuais do partido funcionou, motivando-o.

Lassale aparente e anteriormente já teria contaminado o escritor polaco Henryk Sienkiewicz (Quo Vadis, prêmio Nobel de 1905), quando este em 1898, publica With Fire And Sword ( A ferro e Fogo ), novela histórica ambientada entre a Polônia e a Rússia. Um dos personagens tinha sobre o portal do fosso de seu castelo a inscrição do seu lema: “Que pereçam Deus e o mundo e a própria honra dos meus, contato que seja feita a minha vontade”.

Os exemplos são inúmeros. Ao tempo da Comuna de Paris, nos anos 1870, vamos encontrar o odioso Marquês de Gallifet gabando-se do seu rigor: “Vocês me julgam cruel, mas eu sou mais cruel do que podem imaginar”. Fama nunca desmerecida. É a figura astuta do próprio José Dirceu. Cagado e cuspido.

2 comentários em ““Sou o sacerdote de um deus: Eu mesmo.”

  1. Tirar uma frase de contexto e repeti-la por vaidade é perigoso, mas causa um impacto que ainda funciona e nos impulsiona ao risco… É sempre bom lembrar que para citar alguém devemos conhecer o porque ele disse tal coisa. Vou tentar lembrar disso, embora eu não seja tão boa “citadora”assim. rsrsr

    Abraços!

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  2. Luiz, gostei muito do post, só tenho a concordar com você em tudo, mormente quanto ao Lula-Molusco (Bob Esponja que me perdoe). A luta pelo Poder sem pre foi uma guerra entre entes totalitários, e isso é indissociável da espécie humana.
    Li dois volumes do “A Ferro e Fogo”, brilhante narrativa. Pena que a biblioteca pública da época em que eu li (há mais de 10 anos) não tinha os volumes restantes. Personagens marcantes, narrativas rápidas e chocantes. Heróis eram assassinos cruéis e assassinos eram perdoados, alternadamente.
    Abção!

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