Como será o amanhã?

(Paulo Roberto Martins  (Responda se quiser ou puder))

– O que poderá acontecer nas próximas décadas a partir da elevação da temperatura da terra?

Após o fracasso da cúpula mundial do clima realizada pela ONU em Copenhague, cabe a cada um de nós, habitantes deste planeta, fazer um exercício de previsão do nosso próprio futuro, de nossos filhos e netos, já que fomos, somos e seremos a causa de extinção das formas de vidas, como a conhecemos, sobre a superfície da Terra.

Em 2007, relatório da ONU informou que os seres humanos foram os responsáveis pela pior onda de extinções ambientais, desde o fim dos dinossauros, onde pelo menos 844 espécies de animais e plantas desapareceram nos últimos 500 anos.

Para nós, seres vivos deste planeta, o oxigênio é combustível básico na sobrevivência das espécies. Ele provém da fotossíntese realizada pelas plantas, aproveitando a energia da luz solar, na troca do gás carbônico (CO2) que expelimos pelo ar que respiramos e filtramos para obtenção do oxigênio.

Nos últimos quarenta anos, a população mundial de seres humanos quase dobrou: 1968 (3,6 bilhões de habitantes) e 2008 (6,7 bilhões). Relatório da ONU fixa para o ano de 2050 a estabilização final do número de seres humanos sobre a terra: no máximo nove bilhões.

Recente pesquisa britânica mostra que a poluição, o estresse e o excesso de trabalho fez cair a fertilidade feminina no mundo. Cientistas das Nações Unidas afirmam que a freada visível no crescimento demográfico, também ocasionada por motivos econômico-financeiros, pode ser detectada pela simples observação de uma estatística: em 1970 uma mulher costumava ter 5,4 filhos. Em 2004, esse número foi praticamente reduzido pela metade, caindo para 2,69.

Nestes mesmos últimos quarenta anos em que a quantidade de humanos multiplicou-se por dois, a Floresta Amazônica (o pulmão do mundo) foi devastada em 20% de sua área.

Nos 500 anos de existência do Brasil “civilizado” a Mata Atlântica, que começa no nordeste brasileiro e vai até parte do Paraguai, foi dizimada em 92% de sua área original e os 8% restantes estão distribuídos em partes espalhadas ao longo da costa.

Entre 2002 e 2008 desapareceu 45% da área de vegetação na Caatinga do Nordeste brasileiro, aumentando a desertificação.

As Algas Marinhas, que fazem boa parte da fotossíntese no ecossistema mundial, praticamente desapareceram do litoral brasileiro. As minúsculas plantas marinhas conhecidas como o fitoplâncton são cruciais para boa parte da vida na Terra. São o alicerce da cadeia alimentar dos oceanos, produzem metade do oxigênio do mundo e absorvem gás carbônico. E sua população está em queda acentuada. Os níveis mundiais de fitoplâncton caíram 40% desde os anos 50, de acordo com estudo publicado na edição desta semana da revista científica ‘Nature’. A causa provável é o aquecimento global, que dificulta o acesso do plâncton a nutrientes, dizem os pesquisadores.

Em menos de trezentos anos a concentração de gás carbônico na atmosfera aumentou 38%.

Caso as concentrações de CO2 continuem a crescer como previsto e a temperatura no mar subir 5 graus centígrados, esse cenário representaria uma elevação de 5 metros no nível dos oceanos. No Ártico, a diminuição da espessura e da área das geleiras e da calota polar está em um ritmo que em menos de dez anos o Mar Ártico estará totalmente navegável durante o verão.

A elevação do nível do mar e o aumento de eventos climáticos extremos, como tempestades, furacões e inundações de rios tenderão a castigar as cidades litorâneas, principalmente àquelas como Recife cuja maioria de sua superfície encontra-se a um metro abaixo do nível médio das marés. Dados do Ministério do Planejamento mostram que nos últimos três anos quintuplicou o número de municípios atingidos (mais de 600) pelos desastres naturais e triplicou o número de pessoas atingidas por enchentes no Brasil.

Em 2006, uma revista de circulação nacional perguntou ao eminente estudioso do meio ambiente, criador da Teoria Gaia, o inglês James Lovelock: – Quando o aquecimento global chegará a um ponto sem volta? Respondeu o cientista: – Já passamos desse ponto há muito tempo. Os efeitos visíveis da mudança climática, no entanto, só agora estão aparecendo para a maioria das pessoas. Pelas minhas estimativas, a situação se tornará insuportável antes mesmo da metade do século, lá pelo ano 2040.

No filme Matrix quando o agente (máquina) está torturando Morfeu (homem) com o soro da verdade para conseguir a chave de acesso a Sião, diz o seguinte: “Tenho ódio de vocês seres humanos que se dizem animais mamíferos; nenhum outro animal mamífero destrói o meio onde vive e depois se muda. Só existe uma outra espécie igual a sua: Os vírus”.

Em resumo: Na luta, o dinheiro sempre vence a natureza.

E aí! Já tem a sua resposta?

 

Paulo Roberto Martins (Poncy, 55 é Eng.Civil, Administrador e Psicólogo. e-mail: poncy@ig.com.br)

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