Brasileiros sem educação e cultura são um prato cheio de votos para corruptos de todos os partidos

A mesa do segundo turno está posta. Nela os ingredientes étnicos daqueles que compõem o eleitorado são os mais diversos: brancos, não brancos, miscigenizados de olhos rasgados etc.

Entre eles um fator prepondera: Falta de escolaridade com qualidade. A maioria das cabeças (im)pensantes não é capaz de discernir entre certo e errado, bem-feito e mal-feito, justo e injusto, moral e imoral, voto honesto e voto desonesto. Apenas distingue o roncar do estômago dando as horas pedindo comida e água…

Muito pouco para quem pretende mudar o rumo das coisas ou pelo menos, a situação de vexame crônico de sua comunidade; para quem pretende evoluir social, cultural, econômica e financeiramente. Vou mais além: Viver dignamente.

Prato cheio para políticos perversos que se alimentam da ignorância da população desassistida em troca de parcos valores que só atendem necessidades imediatas, de pequenos porte e alcance.

Mas é assim mesmo que o povo gosta e quer. Quanto mais miséria na mesa do povão, mais dinheiro nas cuecas e calcinhas dos mandatários da república chamada Brasil.

Sou testemunha de uma conversa entre dois amigos de infância. Um professor de escola técnica estadual, o outro, um quase pobre de Jó cheio de filhos. O tema em discussão tratava de uma montanha de lixo na beira de um canal ao sopé de um morro, ao lado de onde estávamos.

O professor:

– Como é que vocês conseguem viver praticamente dentro do lixo sem que essa situação incomode?

O amigo:

– E que tem demais nisso? A vida aqui sempre foi assim. Se melhorar não presta mais.

O professor:

– O caminhão do lixo não passa por aqui?

O amigo:

– Passa uma vez na semana e olhe lá…

O professor:

– Ninguém reclama?

O amigo:

– Quem é doido?… Quase todo mundo que vive aqui tem bolsa família. A prefeitura é do PT (Lula ainda era o presidente).

O resto do diálogo continuou enfadonho. Não havia como demover as más ideias políticas do incauto soldadinho.

Lembro-me de suas últimas palavras proferidas num tom misto de solene com bravata, quando lhe foi perguntado se não desejava trabalhar para aumentar os ganhos para além da bolsa já citada.

– “Papai Lula não quer; papai Lula não deixa.”

Eis a realidade de um pai de família que vive a soldo das migalhas de um programa social, como se fosse o objetivo para uma vida estável. Realidade espelho de outras famílias sustentadas pela esmola governamental por tempo indefinido. Tem de ser repensada em sua forma assistencialista esta perversidade chamada de bolsa família, por que deixou de ser um meio justo para complementar o sustento dos precisados, para se tornar um fim eleitoreiro. Injusto, portanto.

FC.

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