Dilma Rousseff versus Eduardo Saboia – nada melhor que um foguinho mui amigo na lareira do Palácio do Planalto para espantar a frieza da diplomacia oficial brasileira

Brasil. Nação de estranhas referências políticas usa a palavra da presidente Dilma no palco da Lavanderia Brasília, especializada nas lavagens de lixo e latrinas que não consegue incinerar, para contestar a palavra do diplomata guardião das chaves do quartinho-cela, prisão por 452 dias do senador boliviano Roger Pinto Molina, na Embaixada do Brasil, na Bolívia.

Saboia espontaneamente arvorou-se sequestrador humanitário e salvador de vida. O gesto extremo a revelia dos superiores, aconteceu pela falta de ações do governo brasileiro que, mais que pactuar com a “tortura” a la “Doi-Codi”, do boliviano, protelava sine die qualquer decisão para o caso.

O chorume mais uma vez escorreu pela rampa do planalto para esgoto em céu aberto.

Contrariada, a presidente brasileira, usou suas vicissitudes quando esteve presa como terrorista na época da ditadura militar no Brasil, na luta armada para retomar o governo para os civis, como prerrogativa de conhecimento de causa para gralhar.

Não vale. Dilma sofreu? Sim. Sofreu! Outros sofreram mais. Alguns perderam a vida. Dor não tem comparação. Ao invocar seu sofrimento colocou-se como o centro do mundo na métrica dos sentimentos. Puro ufanismo presidencial às avessas. Dos mais baratos.

Dilma Rousseff, contrariando o bom senso, continua com o pavio curto. Perde as estribeiras quando ouve uma verdade. Para ela, confinar em gaiola de ouro – é bálsamo para muitos males. Tanto faz.

“Jamais em tempo algum” se viu no mundo político um governante de país, indiretamente via mídia geral, bater boca com um diplomata subalterno.

 

FC

Um comentário em “Dilma Rousseff versus Eduardo Saboia – nada melhor que um foguinho mui amigo na lareira do Palácio do Planalto para espantar a frieza da diplomacia oficial brasileira

  1. Sem falar nos pobres repórteres, sempre “escovados” em público pelo “pavio curto” da presidenta, que como você disse, “perde as estribeiras quando ouve uma verdade”. E olha que o bajulador Eduardo Saboia ainda tentou acariciar o ego dela dizendo que decidiu dar fuga a Roger Pinto para proteger “um perseguido político, como a presidenta Dilma foi perseguida”. Patético!

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