Hoje é o dia de ontem sem amanhã

por freiconvento

Na política tudo é possível, exceto conjugar além do agora. Tem sido assim desde sempre. Logicamente estamos falando do Brasil como extensão atual dos governantes tentadores da plena e total dominação por vias partidárias, através dos espelhos das más políticas vivenciadas em países comandados pela força, na américa latina e além mar. Países antidemocráticos.
Fidel Castro nos primórdios da Revolução Cubana jogou sombras sobre a política norte-americana do Presidente Eisenhower.

Já naquela época, John Kennedy, homem inteligente, culto e de formação universitária (graduado pela Universidade de Harvard, que teve a tese “why England Sleept” publicada e tornada um best-seller), candidato à presidência americana como barganhante da sucessão presidencial, foi por Castro taxado de “milionário analfabeto e ignorante”.

Kennedy era transparente além do que se esperava de um político cauteloso. Num arroubo de momento, fraseou “… não ficaremos satisfeitos enquanto a democracia não for restabelecida em Cuba”. Complementava a intenção de cumprir ao pé da letra a Doutrina Monroe, que num dos contextos pressupunha o isolacionismo político das américas sem o dedo da governabilidade de países ou ideologias advindas de outros continentes.

O vice-presidente Richard Nixon, opositor natural do candidato Kennedy, falava menos. E menos ainda externava pessoalidades, queria manter em segredo uma pretensa invasão de Cuba, em busca da tão sonhada democracia.

Em 21 de janeiro de 1960, Fidel Castro externou a vontade de mandar de volta pra casa os membros da embaixada dos Estados Unidos. O mal estar gerado na diplomacia de Washington, persistiu até 3 de janeiro de 1961, quando então os norte-americanos cortaram de vez as relações diplomáticas com Cuba.
Era o sinal que apontava uma provável invasão a Cuba. Castro, ladino como sempre foi, advertiu os americanos que tal ato invasivo não sairia de graça. Morticínio aconteceria de ambos os lados.
Ato contínuo instou seus milicianos a intensificar os treinamentos. Ainda pilheriou: “Armaremos até os gatos se pudermos ensiná-los a empunhar uma arma…”.

A invasão de Cuba aconteceu a 15 de abril de 1961. Um erro militar sem precedentes na história americana. Fracasso perfeito daquele serviço de inteligência.
31 de março de 1964. O Brasil civil é tomado pelo Brasil militar. Fez coro aos Estados Unidos, simbolizou a tomada do poder pelas armas, com logística de apoio dos americanos, rasgando nossa Constituição vigente.

O Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco assumiu o poder em nome das forças armadas brasileiras. Não demora, a resistência civil brasileira toma corpo, estabelece a sistemática de guerrilha e em plenitude dá sinais de vida em todos os setores do país. Há excessos de ambos os lados. Mais tarde a verdade sobrevivente ficaria com os vencedores.

Os governos civis foram sucedendo e anulando os arbítrios remanescentes. A normalidade constitucional redesenhou o estilo e o comportamento tupiniquim, independente da ideologia professada ou não, de cada um, numa aceitação circunstancial digna de países verdadeiramente democráticos.

Democracia para quem não entende a razão dela existir pode não ser necessária. Contudo, para quem cultiva o bom hábito social, e cidadania, pode ser divisada como um ruidoso, mas delicioso balaio cheio de gatos cegos, sujos e famintos, com gosto de música clássica, ou uma nova Torre de Babel com estranhos falando ao mesmo tempo numa discussão sadia, cada um na sua linguagem própria, onde ninguém entende ninguém, mas cuja soma de resultados diversos e adversos, ao mesmo tempo, logra demonstrar a satisfação de todos com tudo o que está ocorrendo a sua volta. Não confundir com política de resultados predefinidos.

A ditadura chega ao fim com a entrega do governo para um civil pelo General João Batista de Figueiredo, aquele que preferia o cheiro dos cavalos ao cheiro dos humanos.

Inicia a era Sarney cuja má administração justificava os resultados negativos da economia. Ao mesmo tempo, não dá guarida aos resquícios ditatorial-militares ainda existentes.

As diferenças agora são civil-ideológica e civil-doutrinária. Doravante a briga esquerdo-direita será o prato do dia.

A direita se definiu como sucessora natural para redemocratização do Brasil. Entende ter a composição política ideal para um país em desenvolvimento, mas sem abrir mão de uma oposição sensata e somadora para o desenvolvimento social da cultura, educação, saúde, economia, bem estar e dignidade do povo.

Enquanto isso, a esquerda se arvora o direito de maquinar e socializar o bem alheio, estatizar o que entende que é público; alienar e promover discórdia política, conflitos de raças, gerações e credo. O extremo desse radicalismo culmina com a usurpação do direito constituído da propriedade conseguida a custo do suor fruto do trabalho honesto e ordeiro dos cidadãos operosos. Ou por direito de herança.
Também reinvidica tomar o poder permanentemente. Em princípio, pelo voto comprado ou não; secundariamente pelo grito e pelas armas.
O petismo ali já rascunhava a armação perene da política de pão gracioso nas arenas escravas, com seus espetáculos a guiza de circo – fixos e mambembes, com sabor da vontade do governante da hora.

Fiel Castro em sua ilha, repito, chamou Kennedy de milionário analfabeto e ignorante, mas esqueceu de qualificar seu seguidor brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, homem de poucas letras e nenhuma cultura acadêmica, avesso aos livros, mas de boa retórica de apelo popular nos palanques.
Eis que chega a presidência através do eleitor que lhe confiava o destino, por sua palavra fácil.

Lula a princípio seria um novo Dom Sebastião, salvador do Brasil. Em dado momento, arvorou estar acima do Cristo… Mas o povo anestesiado não teve capacidade para julgar seus ditos, desditos e procedimentos políticos imorais e mais tarde, políticos ilegais.
Escândalos sucediam a surpresa da nação. Julgamentos de fachada, idem. A maioria simbolicamente. Fatos incompreensíveis para os simples mortais eram avalizados pelo presidente companheiro. No de maior repercussão, o mensalão, a casa ameaçou ruir, mas a engenharia das brechas “legais” recuperou a fachada suja e corrupta que grassava na política brasileira a partir do Palácio do Planalto em Brasília, numa contramão imoral, do partido que assumira o poder.

Saliente-se que apenas o primeiro governo tinha cunho legitimamente constituído para sanear os ministérios, o erário, as autarquias, secretarias, enfim, tudo que fosse extensão do braço salvador governamental.

Em tese, as veredas da legalidade e confiabilidade das ações políticas singrariam das marés corruptas turbulentas das malversações, para os mares tranquilos dos estados e municípios. No Distrito Federal, a singradura teria excelência.

Nos palanques sua voz de gralha rouco-metálica fazia-se ouvir: “Aqui corrupto não sobe; no meu governo ladrão não entra”. Mas o que se viu, foi um governo desestabilizado pela corrupção desde o próprio presidente da república, até o mais baixo servidor conluiado do escalão administrativo da nação.

Companheiros, ou “cumpanheiros”, ou “aloprados – no dizer de Lula”, foram acusados, julgados e condenados numa história sórdida e suja de maus costumes e boutades.

Findo seu primeiro (des)governo, ainda assim Lula que foi um mau governante conseguiu a reeleição. Dessa vez a outros custos. Desde o político pela imoralidade da barganha de cargos e ministérios, com o Congresso Nacional, Governadores e Prefeitos, banqueiros, empreiteiros da construção civil, estaleiros, indústrias etc., uma compra de votos, seja qual fosse o manto e a rubrica partidária que a escondia.

Já nesse tempo, esse tal sujeito de índole e comportamento temerário nascido em Caetés, interior pernambucano, investido da presidência, “namorava” certa cumpanheira especialista em terror, e exímia atiradora de armas de fogo, que atendia pelo nome Dilma Vana Rousseff.

Participara ativamente na luta contra a ditadura militar, usando e abusando vezeiramente da capacidade de molestar com resultados promissores e fatuais, as ações previamente desenhadas para acontecer.
Os bons pagos lhe sorriram? Anteriormente fora presa por, entre outras coisas, assalto e sequestro a mão armada. Agora vivenciava os loiros vitoriosos das ações que a levaram a cumprir parte da pena a que fora condenada, e que numa provisão de recurso teve a sentença abrandada para menos tempo do que já cumprira. Dilma recuperou a liberdade.

Mais tarde, no governo Lula, progrediu em escala rápida e inadmissível num governo sério, probo. Na sequencia foi escolhida e imposta na garganta do povo para ser candidata à presidência da republica. E foi eleita. Mas não governou de fato. A voz, que sempre foi dela num espetáculo circense da pior categoria, ecoava da boca de Lula, como uma boneca de ventríloquo sentada no colo dele, ex-atual-presidente de fato, até que escorregou do colo e deixou a máscara cair. Queda involuntária ou rebelião as cangalha e antolhos?

O segundo mandato presidencial encontra-lhe apática, inerte, afetada política e moralmente pelo povo e parte dos correligionários partidários, pelos desmandos cometidos e por comandar a corrupção infernal que assola, entre outros órgãos estatais, a PETROBRÁS, no maior escândalo político que se tem notícia no mundo inteiro.

Dilma Rousseff tomou posse a 1° de janeiro de 2015, mas diante das verdades que foi obrigada a mostrar, contrariando as promessas eleitorais nos palanques e mídia especializada, um estelionato eleitoral sem precedentes mesmo dentro do Partido dos Trabalhadores, permaneceu muda, estatelada por dois meses.
O barco do mutismo já soçobrava completamente quando foi obrigada por Lula e o marqueteiro do PT, João Santana, a voltar a público dar sinal de vida, e atacar a oposição numa frustrada tentativa de culpabilizar o governo FHC, que antecedeu o atual governo petisto-bolivariano, pelos “malfeitos” que, segundo ela, se tivessem sido investigados, e, – pasmem – punidos prematuramente pelo governo do PSDB, logo, antes de existirem, os crimes cometidos na sua gestão, inadivertida, indireta ou diretamente, ou à sua ordem, não teriam acontecido.

Presidente Dilma Vana Rousseff (peço desculpas ao seu dono político, Lula da Silva por me dirigir diretamente à senhora), se lhe resta um mínimo de dignidade, honestidade, vergonha e compromisso com a sociedade brasileira, renuncie. Entregue o governo a quem de direito nesse caso.
O Brasil e os brasileiros honestos e de vergonha serão eternamente agradecidos por esse gesto magnânimo de arrependimento em prol da nossa Nação.

BRIGADA CONTRA A CORRUPÇÃO BRASILEIRA
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