Refletindo um pouco

Gosto de pensar meu mundo. O político também faz parte desse combo. Mas pensar sozinho, tem vez, leva a um incremento da solidão social e a certas doses de descrenças que encontram suporte quando olho para a janela e vejo o enredo da realidade se desenrolando sem definição de rumos, ao sabor dos ventos.
A lembrança de Um antigo quadro do Programa Silvio Santos, Consulta aos Universitários, me autorizou a fazer o mesmo aqui na minha casa. Então pedi ajuda ao espelho. Funcionou. Tergiversar sozinho sem qualquer crítica, estratifica o ego, e dá causa a mazelas da alma. Pensar que espelho não ecoa o que vê é negar a visão que se tem de si mesmo. Nessas reuniões mais íntimas, desnudo da hipocrisia pois não há plateia, exponho as mais cruas verdades. As minhas em primeiro lugar, depois malho a vida que segue a brutalidade da política partidário-insana que virge como se fosse um estatuto escrito e aprovado por unanimidade pela sociedade. Concluo que se eu fosse um ferreiro que batalhasse pela sobrevivência a partir do malho, tenderia a morrer de inanição, não fosse a caridade alheia.
Ainda assim eu não recorreria ao pão de circo político. Bolsas sociais têm alvo bem definido. Não sou um deles. Tampouco milhões de brasileiros – agora também estrangeiros – que travestidos de sangue-sugas vezam dos impostos daqueles que realmente trabalham e produzem as riquezas que se esvaiem no ralo corrupto do governo. Atualmente, do governo do Partido dos Trabalhadores, vulgarmente apelidado de PT. Há momentos de indignação diante do espelho. Sinto-me aquele culpado sem direito a dividir as omissões que engendram e favorecem o estado instalado pela agremiaçãozinha que lesa contundentemente o erário e a cidadania, brasileiros. Mas minhas mãos, pés e língua não estão amarrados. Meus olhos veem sem dificuldades, meus ouvidos ouvem o que deve e pode ser ouvido. Ainda não é hora de partir para os fatos físicos, há que trilhar todas as possibilidades reversoras objeto de desejo do povo sensato, íntegro e ordeiro. O momento exige muita cautela. Canetas ferinas são armas de certa forma, letais. A história do Recife registra um fato curioso pra época, que bem retrata o que escrevo sobre as ferinidades de resultados promissores a partir dos escritos de uma pena sobre papel, ou palavra dita.
Mário Melo, decano do jornalismo pernambucano, que viveu ativamente até a metade do Século passado (1959), ferrenho combatedor do que estivesse errado, inclusive na política, num de seus artigos feriu os brios de um conhecido figurão da política local. Houve um encontro casual entre os dois em um café recifense muito concorrido pela nata sociopolítica. Sem delongas o criticado sacou o Colt 38 para Mário Melo, que por sua vez sacou de sua caneta-tinteiro, Park 51, apontando-a para o agressor armado. Amigos comuns dos dois interviram. Resultado, fizeram as pazes e o ato que gerou a crítica, foi refeito e corrigido.
Precisamos das boas e más verdades para poder encontrar a ponta da meada. Sem ela é impossível seguir o fio trançado e desatar os nós.
Mentira tem perna curta. Dilma Rousseff e Lula esqueceram disso.

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