A feira do troca-troca mais uma vez foi armada!

Janot, agradecido pela recondução ao cargo de procurador, pela sua protetora incondicional – incondicionalidade comum estendida entre os dois -, blinda as fraudadora e a fraude eleitoral, recusando a denúncia do ministro Gilmar Mendes. 
Era de se esperar. No arrazoado imoral em que embasou a justificativa, cita que:
“Não interessa à sociedade que as controvérsias sobre a eleição se perpetuem: os eleitos devem poder usufruir das prerrogativas de seus cargos e do ônus que lhes sobreveem. Os derrotados devem conhecer sua situação e se preparar para o próximo pleito”.

– Visão supra ou falta de vergonha na cara do procurador? 
– Está de comum acordo espontânea ou ameçadamente?

– É mais um dos vendilhões de sentenças favoráveis ao PT e ao governo?

Segundo ele, a legislação determina (?) que “eventuais fraudes descobertas depois de 15 dias da diplomação não poderão ser levadas ao Judiciário Eleitoral; condutas vedadas têm, na diplomação, seu marco final de judicialização. Portanto, mesmo demandas que perfilhem valores constitucionais como o da moralidade e probidade para o exercício dos cargos eletivos devem ceder a primazia ao esforço constitucional e legislativo de pacificação social e consolidação da realidade de eleitos e não eleitos.”
Está acima da Constituição. Para que serventia ela pode ser invocada e aplicada? 
Melhor rasgá-la e jogar os detritos numa fossa séptica!

Janot se agarra a voz sacada de contexto: “… eventuais fraudes…”. Não estamos falando ou tratando de fato de exceção como ele quer fazer crer. Todo o processo eleitoral com vista à reeleição de Dilma foi um pacote hermético-corrupto fraudador. Nada foi feito às expensas da lei.  
Janot, bem como ministro José Cardozo, rege-se pelo entendimento que Dilma foi beneficiada por ato de ilegalidade criminosa sem saber dessa origem. Então ela aceitou e usufruiu de boa fé. Não cometendo qualquer ilícito. Seria essa uma correlação do princípio da defesa putativa mal aplicada às avessas?
Como pretender e impor a nação o ridículo dessa decisão invocando conceito pessoal, a guiza de legal, que vai de encontro ao clamor público quase unânime? 
Janot está apanelado.

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