Governo Pilantrocrata

Pilantrocrar,  verbo instituído nas entranhas da administração pública brasileira simbioticamente incorporado ao PT.

No Brasil de hoje continuamos a viver essa contradição histórica da política partidária, autorizada na amplitude dos votos solenes e democráticos, na forma do presidencialismo populista tupiniquim, que não difere muito do das outras nações do nosso hemisfério.

A presidência da república é pura autoridade de fachada.
Quem elege não tem o retorno prometido nas campanhas; sobram-lhe tão somente os abusos de autoridade e do poder. O despotismo desmedido tem como base de apoio político as venalidades legislativas e as interpretações judiciárias muitas vezes perniciosas, malvadas e danosas nas suas aplicações: juízes de instâncias superiores em franco descumprimento da lei, pelo simples fato de não aceitarem algumas das promulgadas que contrariam interesses outros desconformes com os amigos do rei.

Atingem sistemas corrompidos, parentes, amigos e chegados, se não bastasse termos um legislativo entremeado de corruptos a barganhar servilismos e abjeções impróprias para qualquer casa honesta, mais ainda, na Casa do Povo, o CONGRESSO NACIONAL.

Assim vamos chegando ao estopim do barril de pólvora, o qual para nossa sorte ainda está um tanto úmido. Todavia, aqui e ali, artefatos “foguísticos” já iluminam o céu, e as estrelas que respingam as cumeeiras dos barracões, dos prédios, das casas, das instituições, são as fagulhas das explosões que aqui e ali vão vitimando o povo e ferindo ainda mais a sociedade civil.

Os verbos pilantrocráticos das safadezas administrativas governamentais despudoradas e infames são conjugados pelas mais altas autoridades, as quais só enxergam as mazelas como objeto maléfico advindo da sociedade antipetista, ou da oposição política.

Não é!

Falta aos políticos da situação, e também a alguns maus políticos oposicionistas, vergonha e coragem moral. Não cabe, sequer, mea-culpa.
A corrupção política, ativa de fato, tem origem em quem comanda sistemas passíveis dessa maldade circunstanciada conhecida por IMPUNIDADE.

Ao contrário dos pilantrocratas, no povo, a parcela corruptível é mínima e não tem poder de barganha, a não ser na hora de ser-se cooptado por voto pagável, multifacetadamente na sua forma e conteúdo.

Se um indivíduo do povo “engolir” uma isca corrompida, terá a probabilidade maior de ser içado por “garatéias” vermelhas ou à sua ordem. Já corrompido, ele não terá permissão para retornar à decência. A curva dos anzóis para os arrependidos apontará para morticínio por traição sistemática e repousarão o sono eterno sob gélidas e pesadas lápides.

Governantes elegem como meta erradicar a pobreza do reino do faz-de-conta, no contraponto da pobreza real: a pobreza da fome e da miséria total.
No entanto, pobreza não é fator de degradação moral, nem fonte pétrea de corrupção.

Mau caráter, sim. É fruta da vez nas hostes dos maus políticos. Do amoralismo da presidente da república ao mais reles vereador, passando por nomeados na esfera da administração pública.

Esquecem que, a despeito das vendas dos olhos e dos antolhos da população, tanto suor, sofrimento e lágrimas, a vida segue inexorável. Nesse sentido a sociedade civil assume o formato de um vulcão não tão adormecido e que está despertando lentamente, podendo explodir a qualquer momento, com efeitos os mais variados.

Detona a situação e a oposição:

Implode o povo pró-governo por decepção, e explode o povo contra-governo. Reação indesejada pela sociedade civil que lançará petardos para todos os lados. Intestinos se misturarão numa consequência indesejável que não cederá a rogos.

Nesse estranho jogo, como em qualquer exceção política que se ordenou anti povo ao longo da história das civilizações, se se mantiver a sordidez dos nossos governantes, a vida se esvairá sanguinolentamente…

 

freiconvento

Queridos, na minha cabeça escrevi esse texto em 2010! Pensando bem: Não terá sido agora?

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