UM OLHAR SOBRE A MALFADADA EXISTÊNCIA PETISTA

por nandopernambuco

Costumamos invocar para as políticas envolvidas nos destinos dos povos, chavões e rotular as recorrências em seus arcabouços de tal forma, que a confusão se instaura, e a maioria absoluta dos seguidores por sua falta de conhecimento dos rumos e ferramentas necessários para a consecução plena dos objetivos fins, não atingem o foco principal onde permeiam a corrupção e a falta de ética.

A sede de liderança gerada por fenômenos ainda indecifrados, mas sabidamente ligados às auras de alguns líderes, massificam por osmose e interligam os grupos mais diversos, pelo lugar comum que é a miséria absoluta e a fome que grassa nas regiões mais pobres. Os explorados inescrupulosamente, e aí reside a crueldade dessas falsas políticas sociais, que só visam à manutenção desse estado miserável – covalência gratificada. 

Fundamentado na doutrina milenar da superioridade da sabedoria do saber sobre o saber, uma espécie de objetivo político para a filosofia, que comprova e justifica sua própria existência, subliminamos Idéias ou Formas cristalizadas na dimensão real e visível dos fatos, tornar-seão implementos, mudando o rumo político inicial desejado, à medida que as circunstâncias se delineiam gerando necessidades, antes não visualizadas, no contexto desses desejos, ou fora deles.

Tivemos no passado líderes que eram seguidos apenas pelo carisma que os envolviam. Constata-se, assim, que essa forma de platonismo extrapola as engenharias sociais, redundando em abstrações e continuísmos que exauram as previsibilidades cotidianas, ao mesmo tempo em que corrompem os predispostos; primeiro os seguidos, revertendo nessa esteira, os conceitos morais arraigados, nas particularidades de algumas classes intelectualmente menores, quase sempre carentes e excluídas de um mínimo desejável de suporte financeiro ou da empregabilidade de arrimo. A conseqüência imediata dessa cristalização interfere diretamente nas conceituações herdadas ou de ouvir falar, ou dos cochichos, levando instantaneamente o neocatequizado a ser fonte propagadora de um ideal virtual, onde só as emoções regem e esse fato é aproveitado pelas forças políticas rumadas para o politicamente imoral e indecente e para a desonestidade.

Se o olhar semi-deus – algoz massivo -, ficasse restrito aos círculos diretórios e só atingisse os ideais e sumos filosóficos, atemporalmente tenderia a um fundamentalismo de pensamento e transcenderia para uma purificação hermética sem conseqüência entre os pobres mortais. Mas não é isso que acontece.

As determinantes manietadas em causas objetivadas idealisticamente numa provisão conceitual, essas idéias assim definidas, dão ao objeto uma estrutura especial dentro de condições profusas ou de uma condição especial; o líder é moldado pelas necessidades e aspirações dos quem a ele buscam. É bola de neve montanha abaixo.

Numa população descrente nos homens, seus olhares tendem a elevar-se para o céu. A religiosidade se manifesta em níveis perigosos, novas seitas surgem e sugam o pouco do que restou na forma de “contribuição espontânea” ou, na falta dela, pela cobrança descarada do dízimo bíblico, de quem não tem nem para si…  

O olho clínico do petismo captou essa necessidade fantástica e capitalizou-a nas comparações de quem se arvora líder carismático e dono da nova verdade ético-política praticada num partido que inicialmente se dizia do povo e resgatador dos princípios da ética e da moralidade.

Na prática a “beleza” de tal figura dissociou-se de seu arquétipo. A ilusão cegou a todos que se entregaram aos encantos e cantos da falsa sereia, que na verdade é um ninho de Hydras, misto de serpentes e dragões, a guardar a caverna do justiceiro e suas quatro dezenas de escudeiros.

O essencial deixa de ser arquétipo sem nenhuma significação profunda para os eleitores até das castas mais sólidas, causando estranheza nos cientistas políticos, estudiosos da facção, descredenciando de nele votar, os eleitores que professam a vergonha austera e a honestidade como carro chefe de um governo representativo de uma nação e de um povo cansado de ser aviltado desde os idos do ano de 150o.

nandopernambuco 

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