Enfim! A república brasileira está sendo passada a limpo

Luiz Fernando Melo 

O mês é abril, mas a vez é da verdade. Figurões da política estão perdendo a pompa. Já não há grandeza explícita, tampouco arrogância.

Agora o momento exige seriedade e reflexão de todos. É tempo e hora de pensar em qual cadeia irá repousar do cansaço dos desmandos e malfeitos praticados durante anos e anos: Presídio de fato, ou cela moral? 

Corrupção ativa e passiva; roubos e furtos; lesa-pátria e consciência; falsidade ideológica. 

As questões morais passariam ao largo da crise, não fossem elas esteios na qual se apegaram para delinquir à base das meias verdades… Ou meias mentiras. 

Logicamente há delatores cujo medo de coisa pior que apodrecer na prisão, é a possibilidade de apodrecer sob sete palmos de terra. Sem poder continuar a negar o óbvio diante das investigações sacodem aos lobos a podridão em que se envolveram, e com quem.  Acusam de cátedra! 

Contudo, alguns mais desesperados carregam nas tintas e denunciam inimigos dos ex-amigos – agora lixo expurgado -, mesmo em plena consciência das penas da lei, ilações, ou de ouvir falar, ou por orientações partidárias, ou por influências outras… 

Assim, além dos culpados de fato, acusam também figuras aparentemente sem culpa formada, sejam as figuras da situação ou da oposição, para embolar o meio de campo da justiça e da opinião pública e tentar diminuir entre os acusados reais, riscos maiores que o da prisão, pela benesse acusatória de fatos não ocorridos, que em teses serviriam como obséquios contra a decretação da sua pena de morte. 

O assassinato do prefeito Celso Daniel que delatou intestinamente o PT, Lula, e demais bandidos da coligação, não sai da cabeça de quem delata. 

Preferem a morte moral. É pegar ou largar.

O maior exemplo? Marcos Valério. Apodrecerá na prisão enquanto se mantiver acovardado e calado. Lá entres as grades permanecerá vivo. Seus familiares, idem. 

O Congresso Nacional está eivado de corruptos com alto grau de comprometimento na desgraça que abala a nação. Naquela casa enraíza-se o crime institucional organizado. 

O rebatimento acontece no Gabinete da Presidência da República. As canetadas arrematam frequentemente o mal em escala contundente e fatal contra a sociedade. No leilão do mal contra o bem raramente bondades são arrematadas. 

Presidente Michel Temer é um exemplo de denúncia imune a processo. Sofreu delação com intuito de dar o que pensar a população – contra ou a favor dele, e municiar a oposição nas redes sociais. 

Temer teria recebido dinheiro pra sua campanha ao senado, antes de ser indicado para a chapa presidencial PT-MDB, que, vencedora, conduziu-o a reboque da ex-presidente Dilma Rousseff, ao posto de vice-presidente da república. O resto da trajetória é sabido de todos…

A Constituição impede que um presidente da república em exercicio responda por fatos ocorridos antes de sua posse!

FC

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s