Temer desbancou a denúncia de Janot com 263 votos a seu favor e 227 contra

freiconvento

O governo Temer soube tirar proveito das prerrogativas constitucionais comprando consciências parlamentares sem gastar um centavo que não fosse dentro da legalidade ao liberar verbas parlamentares previstas no orçamento da União. O presidente tomando gosto pelo mal que poderia causar abusou do bom senso com medidas provisórias de última hora. A atual oposição quando foi governo petista era useira e vezeira desses expedientes que agora também critica.

O placar da votação não espelhou a realidade que os deputados conseguiram esconder da sociedade: foi um jogo sujo de compadres e comadres. O deputado Sílvio Costa (PT-PE) indignou-se com o resultado que havia previsto.

Quisera estrategicamente não dar quorum para não beneficiar o governo, antevendo o que aconteceria. Sílvio estava certo.

Boa parte dos votos sufragados como NÃO, foram computados como uma força extra e em número suficiente para a sessão acontecer e derrubar a pretensa tentativa de autorizar o STF a processar Michel Temer.

Os “cumpanheiros” (alguns inocentes pobres desavisados) instigados pelas cobras criadas da inteligência do PT e aliados, dançaram alegremente a dança do arquivamento da denúncia contra o agora mais-que-nunca presidente Temer, aos falsos gritos de guerra “Fora Temer “. Logo depois um coral de “viúvos e viúvas” petistas chegou a ensaiar, mas sem encontrar apoio da própria companheirada, a cantata Lula em 2018.

O showzinho à parte, dos desesperados, quase passou despercebido.

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Temer será processado pelo STF?

freiconvento

Não acredito. A oposição no Congresso Nacional faz jôgo de cena quando entoa o desentoado côro “Fora Temer”. O governo nesse momento tem mais votos que seus inimigos de ocasião. Em que pese a imagem que a oposição tenta passar para a opinião pública com apoio da imprensa de massa – esta, por sua vez alimentada por denúncias cada vez mais contundentes pelos delatores da Lava Jato – ainda assim Temer está fortalecido. Tanto está, que seus opositores sabendo dessa fraqueza numérica em relação aos votos, tentarão não dar quorum para a abertura da sessão do próximo dia 2. Havendo número suficiente, a oposição fará obstrução ferrenha, crudelíssima. Inclusive com os partícipes extra-campo invasores das galerias.

No entanto, a verdade política aponta para os bordados das caladas inerentes dos bastidores (falsa oposição ao governo) para embrulhar a compreensão do eleitor comum. Exemplo disso? Partido dos Trabalhadores camufladamente ou não, vai insistir em protelar a votação orientando os líderes a não deixar nenhum deputado da base coligada entrar no plenário.

Ninguém, essa é a realidade, quer tirar Temer da presidência nesse momento. Pelo contrário. É preciso ganhar tempo para poder mudar o andamento da Justiça ganhando tempo e esperar a mudança do entendimento do TRF 4 (RS) em segunda instância desconsiderando a sentença de Moro que condenou Lula a mais de nove anos de cadeia.

Lula livre da condenação será um novo Lula renascido e imaculado a tempo de disputar sem risco de anulação de sua candidatura, a barganha eleitoral-eleitoreira para mais um exercício da Presidência da República com os votos e o aval explícito do povão.

FC

Religião e Prazer Batem de Frente nos Púlpitos das Tribunas Eclesiásticas

por freiconvento

Primeira parte:

Muito já foi dito e muito pouco acreditado. A evolução do cérebro humano indica claramente que o centro do prazer se expande e produz sensações cada vez mais claras sobre a necessidade de sobrepujarmos as culpas e as dores – não importando se físicas ou da alma – através da analgesia dos enlêvos, gostos individuais, realizações pessoais e clímax carnal. Os “aguilhões da carne*” sempre foram malvistos fora das sacristias, celas e muros dos conventos; também dos seminários teológicos protestantes; e salas sociais das catequeses fajuto-evangélico-cristãs. Oficialmente nas religiões tradicionais ou neo-existentes, o combate antissexo por prazer, funciona como objeto obssessivo… de fachada(!?). Mas corre a contragosto de muitos bispos, padres, pastores, e impostores autoditos evangélicos, praticantes contumazes do sexo desenfreado e, inclusive, pedofilia. Contra o sexo versus sexo, só se age quando os escândalos acontecem. Mas não vemos, primariamente, iniciativas e boas ações para combater com bom combate e para estabelecer paradigmas e atitudes preventivas contra os crimes na forma da lei contra os abusos perpetrados por religiosos de todos os credos: Crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Voltemos ao tema inicial: Causa espécie constatarmos que tanto os fiéis quanto os infiéis, agem da mesma maneira sem tirar nem por. Contra aqueles que descumprem os votos do celibato (padres e freiras), pesa a infração moral e desobediência ao Direito Canônico. Contudo, desde o primeiro memorial canônico grafado em pergaminho, o dogma do celibato é transgredido por Papas e Bispos. Passou pela idade média, e continua nos dias de hoje, por Bispos e autoridades menores do Clero. Tivemos em Pernambuco, há algumas décadas, mais precisamente em agosto de 1957, um exemplo de como funciona as transgressões de danos morais e criminais de cunho irrecuperáveis: Na Comarca de Quipapá, subordinada episcopalmente a Comarca de Garanhuns, ambas muito próximas uma da outra em Pernambuco, numa disputa contra o passional em favor dos bens da moralidade entre um Bispo e um Padre, caso que ficou conhecido nos anais da Igreja Católica, Vaticano, resto do mundo, e das polícia e justiça pernambucana como o “Caso (ou crime) do Padre Hosana”, parodiando o título do livro de Eça de Queiroz, “O crime do Padre Amaro”. O Padre Hosana matou com três tiros de revólver, à queima roupa, o Bispo de Garanhuns, seu superior imediato, Dom Expedito Lopes, que ousara quebrar as regras não escritas que regiam a pouca vergonha praticadas nas sacristias e locais afins, ameaçando publicizar e punir severamente com a perda da batina, o padre seu futuro assassino. Hosana caíra de amores carnais apaixonando e amasiando-se intestino-familiarmente com uma de suas primas. Relacionanento conhecido de todos os candidatos a santo da época, e dos fervorosos crédulos de sua jurisdição religiosa – e outros, desde o alto sertão até o litoral. As fornicações, amassos e amolegados aconteciam quase a vista dos olhares públicos, e giravam só nos cochichos à boca miúda. Não houvera divulgação oficial dos fatos até que o Bispo Dom Expedito Lopes em tripudiando e desonrando o então desafeto, tomou dos microfones das rádios difusoras das duas comarcas, difundindo os fatos e a punição já citada a ser aplicada em ato contínuo. Sem publicidade tudo podia – e pode – acontecer nos ambientes sacrossantos. O padre se deslocou até Garanhuns e tomou satisfações com o acusador. Sem perdoá-lo detonou-o por três vezes. Após matar o Bispo, Hosana entregou-se a polícia. Foi condenado pela justiça ao final de vários julgamentos complicados. Ele assassinara a tiros seu contendor. Mais tarde após cumprir a pena e livrado da justiça, pagou com a mesma moeda. Aos 83 anos de idade foi assassinado misteriosamente a porretadas em sua fazenda.

FC

* Frase cunhada pelo escritor Júlio Ribeiro, em A Carne

Continua

Nando e as Águas

por Pedro Gabriel

Nosso Fernandão tinha beleza pulsando dentro do peito. Era indivíduo saltado de um conto de Guimarães Rosa, como um personagem da margem terceira: “homem cumpridor, ordeiro, positivo; e sido assim desde mocinho e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas pessoas, quando indaguei a informação”. Esse era o nosso Fernandão. Foi a pessoa mais doce que conheci: com sua pena molhada duplamente ora na inteligência cultivada por sua voraz leitura, ora no seu úmido coração afofado pela a generosidade que um corpo incansavelmente doente ofereceu ao seu espírito em substituição ao ressentimento que sempre desconheceu. Ocorre que esse pai ordeiro e cumpridor, formador de incontáveis mentes dessa cidade impiedosa, cansou de remar e foi tragado pelo rio que por toda vida navegou com tanta beleza e elegância. Faltou-lhe “a constante força dos braços, para ter tento na canoa, resistido, mesmo na demasia das enchentes, no subimento, aí quando no lanço da correnteza enorme do rio tudo rola o perigoso, aqueles corpos de bichos mortos e paus-de-árvore descendo — de espanto de esbarro”. Faltou-lhe forças e escorregou no escuro e nós, seus amigos, não estávamos por perto para armar um foguinho de margem ou acender um solidário fósforo. Os tempos seguiram mudando no devagar depressa dos tempos, mas teu afeto era sempre reto, constante e clássico. Estava lá, como sempre esteve. Em nossa pressa achamos que ele esperaria por mais dez anos. Que fizemos abandonando-te, Nando? “Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez a alguma recomendação”. Sua partida nos entristece, nos diminui a todos. Nós que o amamos sofremos o grave frio dos medos, imenso como a gratidão que pessoalmente sinto pelo enorme que sua inteligência generosa fez por minha formação intelectual e humana. Há meses nos prometíamos uma taça de vinho, umas conversas sobre literatura e inglaterrismos. Não deu tempo, Nando… Nando, não deu tempo…

Pedro Gabriel | 19 de julho de 2017 às 18:55 | Categorias: Uncategorized | URL: http://wp.me/p10s8q-Bs

Tempo tríbio, dúbio ou único?

freiconvento

Único. Decifrar o passado sociológico ajuda bastante em prevermos o futuro. Assim sendo, os desdobramentos redundantes no tempo presente não dependeriam da interpretação fatual, e sim da constatação comparativa do acontecido, aplicado ao olhar nos “valores-coisas” pré-existidos, transportados no peso dos termos evolutivos do agora-social, transcendendo para o agora-social-político abstendo-se do enxergamento ideológico como efeito desmembrado de sua época e remembrado nas idiotias atuais, trampolins para o previsível futuro como moto contínuo. Subordinar a pesquisa histórica pelo discernir dos fatos e pela transformação dos comportamentos sociais é muito pouco pela resultante histórica se desprezarmos o conjunto dos valores das formas e processos dissociados das empatias nos grupos sociais afetados. Iconizar valores vivos em simbologias redoma e dogmatiza qualquer existência além do discutível. Saudosismos são como fio afiado de navalha que num golpe separam o aceite do presente, contrapondo nas gerações o entendimento das existências valoradas como o já vivido foi melhor que o estar vivendo. Assim por diante. O tempo é uma mera referência que passa aos nossos olhos e sentidos. Biografias servem para espelharmos nossos atos. Modernizamos ocorridos, manipulamos conceitos, determinamos legados. Somos consequentes ou inconsequentes; Positivos ou negativos. Vivemos e morremos. As observações e alegações finais sobre o que fomos de fato, nos transformará em cadáveres pútridos inservíveis, zumbís, ou governantes partindo do princípio onde os Positivistas juram que “os vivos são governados pelos mortos”, princípio que vou mais além e estendo aos mortos vivos, ou zumbís políticos que mesmo decretada sua morte política, sempre voltam a atazanar a consciência dos eleitores. FC

Lula condenado e sem o apoio unânime do PT perde as estribeiras mas não os estribos

Tal qual um cego armado até os dentes perdido em meio a um tiroteio, e disparando tresloucadamente para todos os lados, o ex-presidente larápio contumaz condenado conhecido nas rodas criminosas da bandidagem institucionalizada pelo vulgo “Lula” ou “cumpanheiro Lula”, assessorado por uma insensata senadora falastrã de marca maior que responde a processo por corrupção no exercício senatorial em vias de também ser condenada (ou não?) pelo STF, atendendo pelo nome Gleisi Hoffman, acumulando a presidência da instituição arqui-criminosa Partido dos Trabalhadores, contando ainda com outro senador petista, Lindenberg Farias, da mesma laia dos outros já citados; Lula quer mais vitrine pra justificar suas agressões contra o judiciário brasileiro e em especial pelo juiz doutor Sérgio Moro, numa cantilena espécie de ladainha cantada e decantada pelos iguais de sua quadrilha. Gleisi se vale da posição política que a blinda para desqualificar Sérgio Moro comparando-o com eles. Lindenberg, idem. Os comparsas petistas e conluiados de Lula uniram-se aproveitando o imbróglio Temer para por lenha na fogueira delatora e pintar o gralha-rouca ex-presidente como vítima política e não criminal. Acontece que o povão seguidor lulista já não tem a mesma compreensão da santidade e pureza de caráter induzida pela palavra fácil do biltre que tenta ressurgir das cinzas qual Fênix imaculada. No entanto, ainda são muitos os atrelados a ideologia nefasta do petismo na nossa política. Desses muitos não terão cura. Continuarão seguindo Lula ou seus indicados à sua ordem antolhadamente!