Lula e as outras hienas petistas já farejam a carniça Temer

  • freiconvento
  • A vingança sem precedente de Lula contra a ex-presidente Dilma Rousseff ganha corpo. Lula quis ser o candidato a Presidente da República em 2010. Dilma vetou-o. Ficaram estremecidos desde então, mas mantiveram as aparências para os brasileiros de pouca sensibilidade política.
  • A hora do trôco chegou. A cúpula petista reunida desde a manhä de hoje sob a batuta da hiena-mor, o crápula Luiz Inácio LULA da Silva, chegou a conclusão que a saída para o imbróglio TEMER é exigir do STE a cassação da chapa Dilma/Temer-2010.
  • A ex-presidente ganhou status de estorvo ao olhar petista, mas ao mesmo tempo serve como trampolim aos propósitos de LULA voltar à presidência.
  • Temer sendo cassado, será convocada nova eleição direta. As ratazanas do PT não perderão a chance de embolar o meio de campo dessa nova crise política. Só os fins interessam!

FC

OS ÁUDIOS VÃO TIRAR A TEIMA

ESTADÃO.COM.BR

Eliane Cantanhêde – 18 Maio 2017 | 17h40

A firmeza e contundência do presidente Michel Temer ao negar a renúncia contrasta claramente com a fragilidade e esgarçamento político do seu governo, que perde apoio de um partido atrás do outro e começa a assistir a uma debandada de ministros. Sem isso, o que sobra a Temer, já que nunca conquistou popularidade e jogou toda a sua energia no Congresso e na aprovação das reformas?

A derradeira carta de Temer deve surgir antes das 20 horas desta quinta-feira, quando o Supremo Tribunal Federal deve divulgar as gravações que atingem mortalmente não apenas Temer como o senador Aécio Neves, do PSDB de Minas. O exemplo recente de João Santana e Monica Moura confirma que uma coisa é relatar o que as gravações contêm, e outra, muito mais impactante, é ver e ouvir as pessoas falando.

A prioridade na divulgação tende a ser justamente o trecho decisivo para o destino de Temer: aquele em que ele estimula o empresário Joesley Batista, da JBS, a continuar pagando propina para calar a boca do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que era um homem chave no PMDB de Temer e está preso em Curitiba.

Esse é o último fio que ainda segura Temer. Ele diz que nunca autorizou nem sugeriu pagar a Cunha ou a quem quer que seja para evitar delações comprometedoras, mas as versões vazadas até agora pelo jornalista Lauro Jardim, do “Globo”, dizem o contrário e citam, inclusive, a frase que teria sido dita por Temer ao dono da JBS: “Tem que manter isso, viu?” A divulgação dos áudios vai tirar a teima. E, talvez, pressionar Temer a rever sua decisão de não renunciar.

Presidente ‘jamais solicitou pagamento’ por compra de silêncio de Cunha, diz Palácio do Planalto

                          O Estado de S. Paulo

 Na nota, que é assinada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), o presidente Temer confirma que houve o encontro com o presidente da JBS, no Palácio do Jaburu, no começo de março, mas afirmou que “não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República”. Temer diz ainda que “defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados”. Antes da divulgação da nota, Temer estava reunido, no Planalto, com os ministros da Casa Civil, Secretaria-Geral da Presidência e da Secretaria de Governo, além do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, e diversos parlamentares. Maia, como presidente da Câmara, pode barrar o processo de impeachment. O senador Romero Jucá também participou da reunião.

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GATO POR LEBRE 

Dora Kramer

ANTES DE PENSAR NA PRESIDÊNCIA, LULA PRECISA DEIXAR DE SER RÉU 

A definição mais precisa sobre a figura de Luiz Inácio Lula da Silva quem deu foi Golbery do Couto e Silva a Emílio Odebrecht para tranqulizá-lo quanto à inexistência de periculosidade ideológica do líder sindical que surgia em São Bernardo do Campo naqueles anos de ditadura militar já em processo de declínio. 

“Emílio, o Lula não tem nada de esquerda. Ele é um “bon-vivant”, informou Golbery à época, segundo relato do empreiteiro aos investigadores da Lava-Jato. O homem era forte no regime. Chefe da Casa Civil em dois governos de generais, um dos arquitetos da “abertura lenta e gradual”, identificara em Lula um adversário leal e maleável, cuja trajetória ascendente via com agrado.

Vendedor de Gato por Lebre, Lula nunca foi o que a construção de sua imagem pretendia que fosse. Encaixa-se perfeitamente na definição de “bon-vivant”: pessoa que não trabalha, vive de privilégios e mordomias – categoria em que também ser enquadrado Sérgio Cabral Filho. Não sendo de origem rica, esses tipos adquirem acesso aos luxos por meio de contatos proveitosos e a poder de uma total ausência daquele conjunto de valores que nos permitem distinguir o aceitável do inaceitável.

Assim é o Lula que emerge das delações da Lava-Jato diante do grande público: um prestador de serviços a corporações corruptas de todos os matizes e origens em troca dos prazeres da boa vida, entre os quais a delícia de desfrutar do poder de maneira indecorosa e ainda se passar por político de habilidade, honestidade e senso de justiça nunca antes visto nesse país.

A mais recente obra de ficção lançada por ele no mercado relata a disposição de se candidatar à Presidência da República e aibda bater todos os adversários para que o Brasil “volte a ser feliz”. Sería delírio, não fosse fruto da tentativa de emprestar cunho político ao que pertence ao universo criminal. O truque é velho, não surpreende. Espantosa é a facilidade com que, mais uma vez, ele consegue que as pessoas comprem seu peixe. Fala-se nessa candidatura como se ela fosse perfeitamente possível do ponto de vista legal e factível sob aspecto político-eleitoral.

Hoje, a despeito de figurar como réu em cinco processos, ele até poderia se candidatar e, eventualmente, governar. Mas a eleição é só daqui a mais de um ano e meio, período durante o qual nada indica que possa haver melhora das condições, que, ao contrário, só pioram com o avanço das investigações. Há também um assunto em suspenso no Supremo Tribunal Federal sobre a possibilidade ou não de réus em ações penais assumirem a Presidência. 

Até o pedido de vista apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, em fevereiro passado, oito ministros já haviam votado pela proibição, formando maioria. Só isso já serviria para excluir a candidatura do campo das probabilidades. Mantida as posições, e se não houver providenciais retardos na retomada do julgamento, é de notar que, antes de alardear a pretensão de ser Presidente, Lula precisa deixar de ser réu.

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