Verborreia ridícula da filósofa petista Marilena Chauí sob a chancela do sempre presente presidente de fato do Brasil, Lulla da Silva, vomita fel e excrementos fétidos, chorumosos, contra os brasileiros classe média.

Qual a classe social que essa senhora pertence, assim como os líderes políticos do PT,  incluídos aí, o próprio molusco-em-chefe com voz de gralha rouca e falastrão, a pantomima fantasiada de “presidenta”, além dos bandidos julgados e condenados do mensalão?

Assistam ao vídeo:

por freiconvento

Não bastasse a de Estocolmo, emparelhada a de Vira-Latas, conseguimos criar mais uma: Síndrome Alemã.

O país inteiro (?) vibrou com a vitória apertada de 1 X 0 sobre a Argentina na final da Copa das Copas. Brasileiros em massa em nossas lindes e fora delas torceram e saíram radiosos com a vitória do nosso algoz maior, seleção que impôs a nós a vergonha e dupla humilhação para o mundo inteiro ver, decantar e rir.

Primeiro pela vergonhosa derrota po 7 X 1 em tempo normal; segundo pelo fato tornado público da seleção ter diminuído o rítimo compressor para não degringolar desespero total e a bancarrota do placar perder a conta…

Tudo o mais, obras prontas ou inacabadas, espetáculo esportivo puro e decente, ou mesmo de pão e circo, não serve de parâmetro de glória.

Não trouxemos a Copa 2014 até aqui como simples mote para agregar qualquer valor durável de maior ou menor valia ao estado brasileiro, ainda que muito bemvindo.

O Brasil vendeu ao longo de quatro anos para nós brasileiros uma seleção qual peixe de primeira. Idem para o mundo. Nós acreditamos. E o mundo?

Copa das Copas ou Copa da Derrota das Derrotas?

FC.

 

Publicado: 24 de maio de 2014 em Blogroll

My Sweet Lords

Globo.com - Demétrio Magnoli 

Um conto de dois partidos

Declínio petista não foi replicado por recuperação dos tucanos. A curva histórica declinante do PSDB acentuou-se ao longo dos governos do PT

Vermelho ou azul? PT ou PSDB? O PT controla o governo federal há quase 12 anos; o PSDB o controlou durante os oito anos anteriores. Lula e FH polarizam paixões políticas conflitantes. Não por acaso, a análise política convencional, refratada pela imprensa e nas redes sociais, costuma retratar o sistema político brasileiro à luz do modelo bipartidário. A série histórica de pesquisas do Ibope evidencia que esse modelo chegou a funcionar como uma simplificação razoável ao longo dos mandatos de FH, mas se tornou completamente inadequado desde a ascensão de Lula ao Palácio do Planalto. Hoje, só existe um grande partido nacional, que é o PT. Entretanto, o partido dominante ingressou numa nítida, talvez irreversível, trajetória de declínio.

Uma pesquisa realizada em 1988, nos meses derradeiros da Assembleia Constituinte, revelou que o PSDB tinha a preferência de quase 25% dos eleitores, enquanto o PT contava com apenas 12%. Contudo, os dois partidos percorriam trajetórias históricas inversas: em 1995, no início do primeiro governo FH, o PT assumiu a dianteira com 22% das preferências, e, em 1999, menos de um ano após a reeleição, a disputa estava igualada, com 18% para cada um. Três anos mais tarde, durante a campanha que conduziria Lula à Presidência e impulsionado pelas crises do segundo mandato tucano, o PT atingiu o seu apogeu, convertendo-se no partido de 34% do eleitorado.

Três governos petistas sucessivos inverteram o sentido da trajetória. A última pesquisa da série, realizada em março, mostrou o PT de volta a 1995: são 21% os que, hoje, preferem o partido. Contudo, o retorno às taxas de duas décadas atrás é uma ilusão estatística. A base eleitoral petista sofreu mudanças dramáticas no plano etário. No período 1995-2002, tempos de oposição a FH, os jovens com até 24 anos representavam 27% dos eleitores do partido, mais que os 25% de eleitores com mais de 40 anos. Hoje, em contraste, entre os que declaram voto no PT, apenas 17% são jovens, enquanto 38% têm mais de 45 anos.

A distribuição etária do eleitorado petista é um espelho bastante fiel da pirâmide etária brasileira. De um lado, isso atesta o enraizamento social do partido, que é um traço marcante na paisagem política do país. De outro, indica que o PT não mais se identifica com a aspiração de mudança. O partido de Lula converteu-se em pilar da ordem — ou melhor, da “velha ordem’’. Sua mais recente peça de propaganda tenta atemorizar os espectadores contrapondo o presente (supostamente estável e próspero) ao passado (supostamente desastroso). A renúncia ao discurso sobre o futuro, mesmo se justificado pelas circunstâncias perigosas que cercam a campanha de reeleição de Dilma, atesta o encerramento de um ciclo. No fim, o medo derrotou a esperança.

A base eleitoral petista também se deslocou regionalmente. Em 1995, o Sudeste concentrava mais da metade do eleitorado do partido e o Nordeste, apenas 24%. Hoje, são 43% e 32%. No Sul, estão apenas 9% dos que declaram voto no PT. O partido de Lula nasceu em São Paulo e se consolidou com os triunfos eleitorais de Luiza Erundina, na capital paulista, e de Olívio Dutra, em Porto Alegre, ambos em 1988. Na última década, a preferência pelo partido tornou-se mais rarefeita na heterogênea classe média do Centro-Sul, que abrange os trabalhadores qualificados. Ao mesmo tempo, expandiu-se no Nordeste, região mais dependente das transferências de recursos do governo federal, sob o influxo tanto dos aumentos reais no salário mínimo e nas aposentadorias quanto no Bolsa Família. A relativa “nordestinização” do PT não indica força: eleitoralmente, o partido depende cada vez mais do controle da máquina de Estado.

O declínio petista não foi replicado por uma recuperação dos tucanos. Ao contrário do que sugeriria o modelo bipartidário, a curva histórica declinante do PSDB acentuou-se ao longo dos governos petistas. Dos 18% do eleitorado de 1999, o partido de FH recuou para 14%, em 2001, e 8%, em 2006, quando foi ultrapassado pelo PMDB, até atingir a melancólica marca dos atuais 5%. Em contraste com o PT, os tucanos fracassaram no imperativo de formular uma narrativa política oposicionista — um fracasso, aliás, patente durante as campanhas presidenciais de Geraldo Alckmin e José Serra. O eleitorado que debandou do PT não rumou para a esquerda, como atesta a crônica fraqueza do PSOL, mas dispersou-se e, em parte, dirigiu-se para a utopia gelatinosa de Marina Silva. Já o PSDB parece ter perdido simpatizantes para todos os demais partidos — e, em especial, para a aversão profunda ao sistema político-partidário tão bem exposta durante as “jornadas de junho” do ano passado.

O panorama político não pode ser descrito nos termos do modelo bipartidário, mas exibe notável polarização. O Brasil tem um único grande partido nacional, mas também uma disseminada resistência à hegemonia petista. FH se elegeu e se reelegeu no primeiro turno. Lula só carimbou a reeleição no segundo turno e Dilma, igualmente, precisou dele — apesar, nos dois casos, das conjunturas econômicas favoráveis que impulsionavam as candidaturas governistas e da notória ausência de um discurso oposicionista coerente. O projeto continuísta de Dilma enfrenta o desafio da reversão do ciclo econômico, mas, ainda assim, pode ter sucesso, pois o PSDB carrega o fardo da reiterada incompetência de fazer oposição.

As sondagens eleitorais descortinam um cenário atravessado pela aspiração de mudança. Diferentemente de 2006 e 2010, a derrota do governo seria um resultado mais normal que a vitória nas eleições que se avizinham. Contudo, um triunfo tucano depende crucialmente da capacidade de Aécio Neves produzir uma pequena mágica: o candidato precisaria conectar-se com as ruas, dizendo em poucos meses aquilo que seu partido não disse em tantos anos. Na TV, o PT acaba de desafiá-lo a fazer isso.

Demétrio Magnoli é sociólogo

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/um-conto-de-dois-partidos-12559929#ixzz32RdqcEjK
© 1996 – 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Retrato que não muda

Publicado: 12 de maio de 2014 em Blogroll
Tags:, , , , , , ,

Oráculo e Poeta

Sabemos que predissões acontecem desde sempre sobre a face da terra. Alguns oráculos do passado vestiam roupagens que traduziam o futuro ; previram nas linhas e entrelinhas – inclusive – o destino político de nações outras que não a deles.

Abílio Manuel Guerra Junqueira, político, jornalista, escritor e poeta panfletário português, escreveu um belo texto em 1896, para criticar a conjuntura de seu país. Não sabia ele que seu pensamento ecoaria tal qual um Big-Bang na pátria tupiniquim, filha ingrata de Portugal, no além-mar, desde quando a “República” foi instalada…

O texto levitou por mais de um Século até pousar no Blog do Alerta Total (www.alertatotal.net) sendo publicado na edição 11de maio de 2014:

Retrato que não Muda

Imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. 

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.

Lula em entrevista à TV portuguesa RTP julga a incapacidade do Supremo negando a existência do mensalão. Ingrato – como é sempre do seu feitio quando algo degringola às avessas –  com aqueles que o ajudaram e caíram em desgraça, agora cospe no prato que comeu.

É muita falta de vergonha e decoro renunciar a amizade que tinha com os “companheiros” de longa data. Zé Dirceu e Genoíno, assim como ele, participaram ativamente da fundação do PT, sem desmerecer naturalmente o restante da companheirada presa com nomes de menor expressão política, tão nociva quanto…

Dirceu foi braço direito e gerente da campanha eleitoral de Lula no primeiro mandato. Já presidente, Lula agradecido, entronizou Dirceu como o todo poderoso ministro chefe da Casa Civil.

Genoíno, amigo pessoal desde sempre na luta pela tomada do poder pelo PT, outra figura de destaque no governo, foi presidente do partido  durante os anos de 2002 a 2005.

Além de baixar a lenha desqualificando os ex-amigos como “os que estão presos não são gente de minha confiança”, também desqualificou o judiciário brasileiro, completamente na contramão de quem se arvora um estadista e não chefe político de uma facção criminosa cujo mandatário supremo não é outro, senão ele próprio.

Pois sim. André Vargas conta com o apoio de 30 deputados da bancada petista. São minoria entre os petistas, mas o peso das implicações, decorrências políticas e afetações de fato, não se mede somente pelo número daqueles que o apoiam.

Além de fedida, a coisa está feia pras bandas petistas do lulodilmismo.

Ou Vargas renuncia ao mandato ou a comissão de ética o expulsará do partido, é o mote. Mas é sabido que do verbo à pratica tem uma grande distancia e muita grana para ser negociada em busca do “desapoio” dos 30. E há outras implicações. Quem tem o fi-o-fó preso, por exemplo, tem medo.

O presidente brasileiro de fato alertou a presidente de direito para que seu comportamento xiita não viesse a criar situação correlata a que deu condições de uma simples investigação contra o PMDB numa questiúncula que envolvia somente 3.000 mil reais, desse visão ao descaminho que terminou, dentro do seu governo , no mensalão.

Desta vez sua memória foi lúcida, certeira, precisa: Lula vaticinou. Lula acertou. Lula lembrou que de tudo sabia; que de tudo ouvira… ; que de tudo agora fala!

FC