Semi-deus; semi-demonio

Publicado: 19 de outubro de 2014 em Blogroll

semidemonio

Final triste, melancólico, de um líder a principio, sebastianista mais agora satanista pontual, ao perceber que perdeu a credibilidade e que sua palavra de um quase semi-deus, tem o mesmo efeito da palavra de um semi-demonio diante daqueles que no passado o adoraram: descrédito total. Pior. Agora retira votos daqueles antigos apoiadores em benefício de seus adversários.

Lula encarna a presidência da república como um bem pessoal, carne que não larga o osso; ventríloquo de Dilma. Mas a boneca um tanto rebelde, teve seus dias de Pinocchio… Então a coisa desandou. Tornou-se transparente demais. A casa caiu… em cima de um formigueiro que não suportou mais tanto ser pisado impunemente.

A expressão vivo morta de zumbi sem destino a pensar aonde foi que errou.

PT e suas figuras de sustentação super estimaram a resistência dos pilares de sustentação. Ao abandonar o princípio da legalidade e optar cooptando conscientemente pela institucionalização da corrupção, assumiram o risco da ruína generalizada do partido criado para salvar o país justamente da desgraça a que deram causa.

Dilma Rousseff embarcou de gaiata nesse trem desgovernado.

Desembarque presidente. O trilho acabou.

Pernambuco ergueu a voz em nome da decência, lisura, honradez e honestidade, ao bradar nas urnas eleitorais para o PT que “… por aqui não passam”… por aqui não entram mais.

Foi um basta geral. O resgate demorou doze anos. Importa que os pernambucanos conseguiram se livrar do jugo petista impondo-lhe a verdade de seu desejo.

Lula e Dilma (nessa ordem) foram julgados e condenados ao ostracismo. Tentaram impor as candidaturas de Armando Monteiro, PTB-PE, para governador, João Paulo, PT-PE, para senador, e uma bancada para a câmara federal. Todos foram rechaçados fragorosamente pelos eleitores.

O resgate:

Paulo Câmara, candidato a governador pelo PSB-PE, foi eleito com quase 70% dos votos válidos;

Pelo senado, Fernando Bezerra Coelho, PSB-PE, reduziu João Paulo ao tamanho que lhe cabe. Zero a esquerda.

Para a Câmara dos Deputados, PT (e conluiados) não elegeu nenhum mísero candidato para a legislatura federal. A bancada pernambucana na Casa do Povo, para a próximo quadriênio estará livre e saneada do chorume que mina sua voz através daqueles que denigrem os valores políticos, morais e legais, faltando com a confiança aos que neles votaram.

O povo pernambucano fez jus aos desejos e anseios do finado líder político Eduardo Campos, PSB-PE, candidato a presidência da republica morto em circunstancias-meio ainda não explicadas para a sociedade brasileira. Ele tinha o sonho de retomar o Brasil das mãos criminosas dos que ainda gerem nossa nação. Cunhou com todos os méritos a expressão que ecoará para sempre nos ouvidos dos verdadeiros patriotas: “Não vou desistir do Brasil”.

Eduardo, não desistimos do Brasil.

E o palhaço quem é?… Comédia brasileira!!!

Publicado: 19 de agosto de 2014 em Blogroll

Recomeça o show do horário político eleitoral com a dupla falso-sertanejo Ban & Dida, a mais descarada que a bandidagem eleitoral no Brasil jamais produzira.

bandida

Ban & Dida vem estrelando a comédia brasileira por três temporadas, com vistas a mais uma, com duração de outros longos e intermináveis 4 anos.

Ban iniciou a peça sozinho, assistido por Dida. Depois de duas temporadas intentou e conseguiu manter o palco armado por mais um período terminável de 4 anos. Com Dida estrelando.

O povão inerte e destituído de um mínimo de inteligência e  acostumado com a falácia fácil e de baixo nível  do super ator – inclusive nos momentos etílicos da embriaguez contumaz – imitador da oratória dos padrinhos cubano e venezuelano, este último já morando na Cidade dos Pés Juntos, lá Nos Raios Que o Partam, ouviu seu clamor para ser substituído por Dida. Foi ouvido.

Sabe Deus a que preço…

Dida, literalmente a imposta, não sabia o que estava fazendo no palco. Até ao palhaço Tiririca pediu auxílio. Não deu certo. Tiririca negou seu apoio com medo de ser plagiado e perder a boquinha do seu fácil ganha-pão-de-cada-dia…

Mas o Circo dos Horrores, (fake homônimo que não guarda nenhuma semelhança poética com Darren Shan), estrelado sob os holofotes magnânimos dos programas sociais velosos de seus  patronos, mantiveram a plateia fidedigna até que o fogo amigo começou a bombardear os palcos mambembes armados no país com luz negra.

O fracasso da peça se tornou visível. A gagueira de Dida impedia que ela monologasse coisa-com-coisa. Os neurônios Tico e Teco entraram em convulsão…

Ban correu em socorro a Dida. Foi pior. Por falta de planejamento, erigiram o último palco do circo ao pé da Torre de Babel. Pandemônio. Ninguém entendia – e tampouco entenderá –  a vomitada cacofonia da atriz de quinta categoria arrumada nos conchavos dos anos estrelados por Ban.

A verdade floresce sobre a mentira, tenha esta o tamanho das pernas que tiver.

Ban & Dida, como todos aqueles impostos, sem escrúpulos, sem competência, sem vergonha, sem um mínimo de capacidade gestora, está assistindo a derrocada num ocaso tenebroso, cujo palco se desmorona em ruína com a imagem do Brasil nele refletida.

Infelizmente.

FC

Verborreia ridícula da filósofa petista Marilena Chauí sob a chancela do sempre presente presidente de fato do Brasil, Lulla da Silva, vomita fel e excrementos fétidos, chorumosos, contra os brasileiros classe média.

Qual a classe social que essa senhora pertence, assim como os líderes políticos do PT,  incluídos aí, o próprio molusco-em-chefe com voz de gralha rouca e falastrão, a pantomima fantasiada de “presidenta”, além dos bandidos julgados e condenados do mensalão?

Assistam ao vídeo:

por freiconvento

Não bastasse a de Estocolmo, emparelhada a de Vira-Latas, conseguimos criar mais uma: Síndrome Alemã.

O país inteiro (?) vibrou com a vitória apertada de 1 X 0 sobre a Argentina na final da Copa das Copas. Brasileiros em massa em nossas lindes e fora delas torceram e saíram radiosos com a vitória do nosso algoz maior, seleção que impôs a nós a vergonha e dupla humilhação para o mundo inteiro ver, decantar e rir.

Primeiro pela vergonhosa derrota po 7 X 1 em tempo normal; segundo pelo fato tornado público da seleção ter diminuído o rítimo compressor para não degringolar desespero total e a bancarrota do placar perder a conta…

Tudo o mais, obras prontas ou inacabadas, espetáculo esportivo puro e decente, ou mesmo de pão e circo, não serve de parâmetro de glória.

Não trouxemos a Copa 2014 até aqui como simples mote para agregar qualquer valor durável de maior ou menor valia ao estado brasileiro, ainda que muito bemvindo.

O Brasil vendeu ao longo de quatro anos para nós brasileiros uma seleção qual peixe de primeira. Idem para o mundo. Nós acreditamos. E o mundo?

Copa das Copas ou Copa da Derrota das Derrotas?

FC.

 

Publicado: 24 de maio de 2014 em Blogroll

My Sweet Lords

Globo.com – Demétrio Magnoli 

Um conto de dois partidos

Declínio petista não foi replicado por recuperação dos tucanos. A curva histórica declinante do PSDB acentuou-se ao longo dos governos do PT

Vermelho ou azul? PT ou PSDB? O PT controla o governo federal há quase 12 anos; o PSDB o controlou durante os oito anos anteriores. Lula e FH polarizam paixões políticas conflitantes. Não por acaso, a análise política convencional, refratada pela imprensa e nas redes sociais, costuma retratar o sistema político brasileiro à luz do modelo bipartidário. A série histórica de pesquisas do Ibope evidencia que esse modelo chegou a funcionar como uma simplificação razoável ao longo dos mandatos de FH, mas se tornou completamente inadequado desde a ascensão de Lula ao Palácio do Planalto. Hoje, só existe um grande partido nacional, que é o PT. Entretanto, o partido dominante ingressou numa nítida, talvez irreversível, trajetória de declínio.

Uma pesquisa realizada em 1988, nos meses derradeiros da Assembleia Constituinte, revelou que o PSDB tinha a preferência de quase 25% dos eleitores, enquanto o PT contava com apenas 12%. Contudo, os dois partidos percorriam trajetórias históricas inversas: em 1995, no início do primeiro governo FH, o PT assumiu a dianteira com 22% das preferências, e, em 1999, menos de um ano após a reeleição, a disputa estava igualada, com 18% para cada um. Três anos mais tarde, durante a campanha que conduziria Lula à Presidência e impulsionado pelas crises do segundo mandato tucano, o PT atingiu o seu apogeu, convertendo-se no partido de 34% do eleitorado.

Três governos petistas sucessivos inverteram o sentido da trajetória. A última pesquisa da série, realizada em março, mostrou o PT de volta a 1995: são 21% os que, hoje, preferem o partido. Contudo, o retorno às taxas de duas décadas atrás é uma ilusão estatística. A base eleitoral petista sofreu mudanças dramáticas no plano etário. No período 1995-2002, tempos de oposição a FH, os jovens com até 24 anos representavam 27% dos eleitores do partido, mais que os 25% de eleitores com mais de 40 anos. Hoje, em contraste, entre os que declaram voto no PT, apenas 17% são jovens, enquanto 38% têm mais de 45 anos.

A distribuição etária do eleitorado petista é um espelho bastante fiel da pirâmide etária brasileira. De um lado, isso atesta o enraizamento social do partido, que é um traço marcante na paisagem política do país. De outro, indica que o PT não mais se identifica com a aspiração de mudança. O partido de Lula converteu-se em pilar da ordem — ou melhor, da “velha ordem’’. Sua mais recente peça de propaganda tenta atemorizar os espectadores contrapondo o presente (supostamente estável e próspero) ao passado (supostamente desastroso). A renúncia ao discurso sobre o futuro, mesmo se justificado pelas circunstâncias perigosas que cercam a campanha de reeleição de Dilma, atesta o encerramento de um ciclo. No fim, o medo derrotou a esperança.

A base eleitoral petista também se deslocou regionalmente. Em 1995, o Sudeste concentrava mais da metade do eleitorado do partido e o Nordeste, apenas 24%. Hoje, são 43% e 32%. No Sul, estão apenas 9% dos que declaram voto no PT. O partido de Lula nasceu em São Paulo e se consolidou com os triunfos eleitorais de Luiza Erundina, na capital paulista, e de Olívio Dutra, em Porto Alegre, ambos em 1988. Na última década, a preferência pelo partido tornou-se mais rarefeita na heterogênea classe média do Centro-Sul, que abrange os trabalhadores qualificados. Ao mesmo tempo, expandiu-se no Nordeste, região mais dependente das transferências de recursos do governo federal, sob o influxo tanto dos aumentos reais no salário mínimo e nas aposentadorias quanto no Bolsa Família. A relativa “nordestinização” do PT não indica força: eleitoralmente, o partido depende cada vez mais do controle da máquina de Estado.

O declínio petista não foi replicado por uma recuperação dos tucanos. Ao contrário do que sugeriria o modelo bipartidário, a curva histórica declinante do PSDB acentuou-se ao longo dos governos petistas. Dos 18% do eleitorado de 1999, o partido de FH recuou para 14%, em 2001, e 8%, em 2006, quando foi ultrapassado pelo PMDB, até atingir a melancólica marca dos atuais 5%. Em contraste com o PT, os tucanos fracassaram no imperativo de formular uma narrativa política oposicionista — um fracasso, aliás, patente durante as campanhas presidenciais de Geraldo Alckmin e José Serra. O eleitorado que debandou do PT não rumou para a esquerda, como atesta a crônica fraqueza do PSOL, mas dispersou-se e, em parte, dirigiu-se para a utopia gelatinosa de Marina Silva. Já o PSDB parece ter perdido simpatizantes para todos os demais partidos — e, em especial, para a aversão profunda ao sistema político-partidário tão bem exposta durante as “jornadas de junho” do ano passado.

O panorama político não pode ser descrito nos termos do modelo bipartidário, mas exibe notável polarização. O Brasil tem um único grande partido nacional, mas também uma disseminada resistência à hegemonia petista. FH se elegeu e se reelegeu no primeiro turno. Lula só carimbou a reeleição no segundo turno e Dilma, igualmente, precisou dele — apesar, nos dois casos, das conjunturas econômicas favoráveis que impulsionavam as candidaturas governistas e da notória ausência de um discurso oposicionista coerente. O projeto continuísta de Dilma enfrenta o desafio da reversão do ciclo econômico, mas, ainda assim, pode ter sucesso, pois o PSDB carrega o fardo da reiterada incompetência de fazer oposição.

As sondagens eleitorais descortinam um cenário atravessado pela aspiração de mudança. Diferentemente de 2006 e 2010, a derrota do governo seria um resultado mais normal que a vitória nas eleições que se avizinham. Contudo, um triunfo tucano depende crucialmente da capacidade de Aécio Neves produzir uma pequena mágica: o candidato precisaria conectar-se com as ruas, dizendo em poucos meses aquilo que seu partido não disse em tantos anos. Na TV, o PT acaba de desafiá-lo a fazer isso.

Demétrio Magnoli é sociólogo

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/um-conto-de-dois-partidos-12559929#ixzz32RdqcEjK
© 1996 – 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.